LusoJornal | Mário Cantarinha LusoJornal | Mário Cantarinha LusoJornal | Mário Cantarinha LusoJornal | Mário Cantarinha LusoJornal | Mário Cantarinha LusoJornal | Mário Cantarinha Home Associações Fado: Lúcia Araújo animou tarde da associação Gaivota em Bry-sur-MarneMário Cantarinha·24 Dezembro, 2025Associações A convidada da semana passada do Encontro Mensal da associação Gaivota, em Bry-sur-Marne, foi a fadista Lúcia Araújo que encantou todos quantos assistiram ao concerto. Como acontece uma vez por mês, a sala do Château Lorenz transformou-se em mais uma tarde de convívio, com Fado, mas também com canções francesas e com literatura e poesia. Lúcia Araújo diz que deve a paixão pelo Fado aos avós. “Esta paixão de eu cantar o fado é simplesmente um reflexo do amor que eu tenho pela minha avó, pelos meus avós” explicou ao LusoJornal. “A minha avó era – e é porque ainda é viva, mas já não está no ativo – uma grande fadista da cidade de Porto, a Ana Madalena. Então, desde pequenina que vivo neste meio do fado”. “Eu vivo o fado e vivo o meu fado” garante, e acredita que é uma forma de expressar o que sente e as saudades que tem da família e principalmente dos avós. Com uma voz cativante e uma presença forte frente ao público, Lúcia Araújo assume as suas influências. “Nós temos as nossas referências e é óbvio e legítimo seguirmos as nossas referências e automaticamente damos as mesmas voltinhas, a mesma forma de cantar. O que acontece é que, com o passar do tempo, adquirimos uma capacidade de criarmos a nossa própria identidade”. E essa é a grande dificuldade. “Não é por acaso que se diz, na gíria do fado, que o mais difícil são os primeiros 20 anos. E é verdade” assume a fadista”. Lúcia Araújo tem feito concertos por toda a Europa, não apenas em França e em Portugal, mas também no Luxemburgo, Alemanha, Bélgica… “a Suíça é um bocadinho à parte” diz ao LusoJornal, mas também já foi à Polónia. “As pessoas lá fora acabam por ser como aqui. É uma Comunidade de emigrantes, uma Comunidade portuguesa, que gosta de ouvir fado e gosta desta proximidade que o fado oferece. Aproximar as pessoas, mesmo estando longe das suas raízes, dos seus costumes, da sua língua. E tenho sido muito bem acarinhada, muito bem aceite. Tenho tido, realmente, bastantes possibilidades e convites e tem corrido tudo bem”. Com três filhos, não é fácil para Lúcia Araújo conciliar a vida profissional, os concertos de Fado com as respetivas viagens, e a vida familiar. “É verdade que não sei como é que consigo fazer, mas tenho conseguido ter a capacidade de equilibrar as coisas e sempre trabalhei muito fora do fado” diz ao LusoJornal. Desta vez, tinha na sala Laeticia Dias, Miss Montmartre 2025. “Não conhecia a associação. Conheci a Gaivota há dois meses, porque eu fiz uma balada de fado numa floresta com a Maria José, conheci as fundadoras da associação que me convidaram para vir cá hoje e estou a adorar este concerto de Fado” explicou. Maria José Henriques, a Presidente da associação Gaivota, faz um balanço positivo desde ano que agora chega ao fim. Para janeiro de 2026 anuncia dois jovens talentos promissores do Fado de Paris, Mathieu Dominges e Mariana Portugal, que participou no The Voice. Para fevereiro, chega Miguel Ramos, que vem de Portugal, e em março Tânia Raquel Caetano, que acabou de editar o seu primeiro álbum.