Celebrado a 20 de março, o Dia Internacional da Francofonia serve de mote à Festa da Francofonia que regressa a Portugal em março e abril, com um programa cultural “descentralizado” que vai cruzar literatura, artes, cinema, música e encontros académicos um pouco por todo o país, sob o tema “Mulheres na Francofonia”.
A iniciativa envolve instituições culturais, educativas e diplomáticas, cruzando diversas áreas num “conjunto de propostas acessíveis e descentralizadas”, em várias cidades portuguesas, anunciou a organização, em comunicado.
Com um programa cultural que pretende celebrar “a riqueza e a diversidade das culturas francófonas”, a festa terá como um dos seus momentos centrais uma visita ao Village Francophone, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. “A aldeia francófona é um espaço acessível e aberto a todos, em que os países participantes (Andorra, Bélgica, Cabo Verde, Canadá/Quebeque, Costa do Marfim, França, Líbano, Marrocos, Roménia, Senegal, Suíça, Tunísia) apresentam as suas tradições, a sua cultura e a sua gastronomia”, referem os organizadores.
A tarde será animada com jogos, ‘quizz’, sorteios, animações culturais e pequenos concertos, num momento convivial e familiar para descobrir “a riqueza e a diversidade do mundo francófono”.
A literatura e o pensamento assumem particular destaque, com conversas, encontros literários, lançamentos e residências de autores promovidos por embaixadas, institutos culturais, universidades e bibliotecas.
Entre os autores convidados, contam-se a escritora portuguesa Lídia Jorge e a autora franco-marroquina Leïla Slimani, que protagonizam a conversa inaugural, na Embaixada de França, em Lisboa, bem como Hervé Le Tellier, Éric Chacour e o ilustrador libanês Kamal Hakim.
Lídia Jorge venceu em 2023 o Prémio Médicis para melhor livro estrangeiro, pelo romance “Misericórdia”, tornando-se a primeira autora de língua portuguesa a receber este prémio literário francês, criado em 1970.
A residência literária da escritora belga Veronika Mabardi, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, está igualmente integrada na programação, que inclui debates e projetos educativos destinados a reforçar o papel da língua francesa como espaço de criação, reflexão crítica e diálogo intercultural.
“A forte implicação das instituições de ensino superior e das redes culturais francófonas sublinha a dimensão formativa e intelectual da Festa”, destaca a organização.
As artes performativas e a música vão dialogar com o cinema e a performance, através de concertos, espetáculos, sessões de filmes, comédia e projetos híbridos apresentados em teatros, institutos culturais, residências diplomáticas e espaços públicos.
Neste âmbito, destacam-se, em Lisboa, o concerto de Marie Warnant na residência do Embaixador da Bélgica, o espetáculo “Kumina”, de Victor Oliveira, no Teatro do Bairro Alto, e o evento de ‘stand-up’ “RIR’ à Lisbonne 100% Féminin”, no Capitólio, a par de sessões de cinema dedicadas à dança, no Instituto Francês.
No campo das artes visuais, a festa apresenta um conjunto de exposições acolhidas por galerias, centros culturais e pela rede das Alliances Françaises em várias cidades do país, como “Oliveira, Linhas de Vida”, de Christine Enrègle, a exposição coletiva de arte têxtil “Fio da Mulher”, com curadoria de Ana Maria Gonçalves, “A História da França no Feminino” e “Cores Mediterrânicas”, de Inés Romdhane.
A Festa da Francofonia marca ainda presença na Monstra – Festival de Animação de Lisboa, entre 12 e 22 de março, com a exibição de filmes de animação de países como Bélgica, Canadá/Quebeque, França, Luxemburgo, Roménia e Suíça, entre outros.
A programação integral está disponível AQUI.







