Lio chama “palhaços” a quem apoia Gérard Depardieu


Sem papas na língua, a cantora e atriz Lio reagiu este fim de semana ao “caso” Gérard Depardieu evocando “desprezo” por quem apoia Gérard Depardieu e denunciou o silêncio e a atitude do “deixa-andar” que ainda reina no universo do cinema.

Lio, agora a morar em Portugal, esteve num programa de televisão francesa onde evocou as consequências da reportagem difundida no quadro do programa “Complément d’enquête” sobre Gérard Depardieu, na France 2, no início de dezembro e que está a abalar – e a dividir – o mundo do cinema.

A posição da cantora no combate e na denuncia de violência sexual e de género, é conhecida. Lio confirmou a sua “consternação” pelo mundo do cinema que, em parte, parece aceitar o comportamento violento de Gérard Depardieu. “Só lamento que este velho mundo ainda tenha tanto poder. Porque, para mim são palhaços”, diz a atriz e cantora, sem rodeios.

Por exemplo, Lio reagiu com ferocidade ao discurso de Patrick Chesnais que saiu em defesa de Gérard Depardieu, dizendo que é um “grande ator” e que, “por vezes porta-se mal”, mas considerou que “não é caso de justiça”.

Lio chamou-lhe “velho senil” e referiu que “não se pode reduzir as palavras de Gérard Depardieu”.

“Tudo o que foi feito nas rodagens dos filmes, durante anos, com a cumplicidade de todo o universo do cinema, está em causa hoje” disse Lio. “São comportamentos inaceitáveis, que destroem”.

Entrevistada por Aurélie Casse no programa “C l’hebdo” a artista de origem portuguesa confessou que “também fui uma vítima, e não fui a única”, mas não quis dar detalhes sobre a violência que sofreu no contexto profissional. Garantiu, no entanto, que “toda a gente sabe, mas ninguém diz nada”.

1 Comment Deixe uma resposta

  1. Como compreendo muito bem LIO…
    Ela tem razão!!! isso todas as pessoas envolvidas na área desde o espectáculo de todo o género ao cinematográfico, se passa isto…
    Conheci este mundo na área da produção de 1968 a 1998 e pensava que tudo isto iria desaparecer no século atual mas não.
    Cada vez se vê mais assédio de todo género em particular praticado pelos chamados agentes artísticos . Também os temos a falar português…
    É fácil dizer o homem propõe, a mulher dispõe.

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