O Ministro português da Agricultura e Mar considera que a Feira de produtos portugueses de Nanterre tem “uma importância estratégica na valorização da diáspora portuguesa e na promoção do setor agroalimentar nacional além-fronteiras”.
José Manuel Fernandes visitou a XXI edição da Feira, Festa e Romaria de Nanterre na semana passada, que voltou a afirmar-se como um dos maiores símbolos da portugalidade além-fronteiras, reunindo milhares de visitantes num ambiente marcado pela cultura, pela gastronomia e pela forte ligação ao território nacional.
Para além do Ministro da Agricultura, passou também pelo certame o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, o Deputado Carlos Gonçalves, o Diretor Geram dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, Embaixador António Moniz e a Cônsul Geral de Portugal em Paris Mónica Lisboa.
“Ao longo de mais de duas décadas, este certame tem desempenhado um papel determinante no reforço dos laços entre Portugal e as suas Comunidades emigrantes, promovendo o encontro entre municípios, produtores e associações” diz o Ministro da Agricultura. Referindo-se ao evento organizado pela associação ARCOP, presidida por Manuel Brito, José Manuel Fernandes considera que “é hoje uma verdadeira montra da agricultura portuguesa, evidenciando a qualidade e autenticidade dos produtos nacionais. Dos vinhos ao azeite, passando pelos enchidos, frutas e compotas, os sabores de Portugal assumem aqui um papel central, despertando memórias e afetos junto da Comunidade portuguesa em França”.
Durante a visita, o Ministro destacou precisamente essa “ligação profunda” entre a agricultura, a gastronomia e a identidade cultural portuguesa, reconhecendo o “papel fundamental” das Comunidades emigrantes enquanto promotoras e embaixadoras dos produtos nacionais. “Cada produto exposto traduz o saber de gerações e a dedicação de quem trabalha a terra, sendo também um importante veículo de promoção do mundo rural português”.

Para o Ministro, um dos aspetos mais marcantes desta edição foi “o crescimento sustentado do evento, particularmente visível na forte adesão das gerações mais jovens. A presença de grupos a dançar viras e malhões tradicionais destacou-se como um sinal claro de orgulho identitário e de continuidade cultural, demonstrando que as raízes portuguesas permanecem vivas mesmo longe do país de origem”.
Também a expressiva participação de municípios portugueses “reforçou a relevância estratégica da iniciativa, evidenciando o empenho dos autarcas na promoção do território e na valorização das suas comunidades no exterior”.
Num momento em que a valorização do mundo rural e da identidade nacional assume crescente importância, e com a presença do Ministro da Agricultura e Mar a reforçar esse compromisso, a Feira de Nanterre reafirma-se como um espaço de encontro, celebração e projeção de Portugal no mundo, tendo nas Comunidades emigrantes os seus mais fiéis e dedicados embaixadores.







