Doce
És como um doce,
mas um doce para entoar,
ou sussurrar,
e que fosse
como canção de embalar.
És como um doce,
um doce que colmataria como penso,
quando o lamento
se tornasse ferida
no meu dentro.
És como um doce,
um doce que serviria de agasalho,
sem atalho,
entre o meu eu desconfortante
e o teu doce reconfortante.
És como um doce,
um doce que se transformaria em colo
e carregá-lo-ia a tiracolo,
como sedativo,
quando fosse preciso.
És como um doce,
um doce que auxiliaria a ver
Na minha escuridão,
doce candeia,
Como se me desses a mão.
Se fosses um doce,
só de pensar,
a minha boca seria um mar doce
a transbordar.
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