Família
Nos campos lusitanos da minha infância,
No emaranhado dos meus pensamentos
Cresciam sonhos de exuberância
Aos quais, pai e mãe, não estavam atentos!
No passado fugidio da primária,
Imensidão de conquista me ensinaram!
Com o liceu, aprendi a reforma agrária
E por outros mares, meus sonhos navegaram!
Como uma nau, com horizontes alargados,
Queria dobrar o cabo Bojador!
Perdi os remos: pais e filhos separados,
Condição do emigrante! E do conquistador!
Em terras portucalenses, raízes deixei.
Lusíadas perdidos, sem tino, naufragados!
Em terra gaulesa, família elaborei
Cabo da Boa Esperança – caminhos explorados!
Como um cravo de Abril, sobrevivi
Nesta comunidade universal.
O sentido da palavra família, descobri,
No teu nome, Portugal!







