Morreu José Baptista de Matos

Morreu ontem à noite José Baptista de Matos. Tinha 84 anos.

Chegou a França em 1963, vindo de Alcanadas, no concelho da Batalha, e viveu no Bidonville de Champigny.

Trabalhou na construção de mais de 20 estações de Metro e de RER de Paris e orgulhava-se de o dizer.

Foi dirigente associativo, fundou uma das mais importantes associações portuguesas da região parisiense, ergueu o primeiro monumento ao 25 de Abril, em Fontenay-sous-Bois, cidade onde quase sempre viveu, e onde todos os anos a população se junta para homenagear a Revolução dos Cravos, com archotes e com alegria, como ele queria. Ferro Rodrigues, Manuel Alegre, Seixas da Costa, António Monteiro, e muitas mais personalidades passaram por lá.

A ele se deve também a geminação entre a Marinha Grande e Fontenay-sous-Bois.

Foi Conselheiro das Comunidades Portuguesas e em 2012 recebeu as insígnias de Comendador da Ordem de Mérito. Há duas semanas recebeu a Medalha da Cidade de Fontenay-sous-Bois.

Tem vários livros publicados, organizou eventos culturais em Alcanadas e é a figura portuguesa que está no Museu francês da história da imigração.

Costumava dizer que se considerava Cooperante, mais do que Emigrante, nunca solicitou a nacionalidade francesa, mas integrou-se facilmente na vida deste país do qual não conseguia desligar-se.

Defendia arduamente valores de igualdade, de solidariedade e de democracia. Participava ativamente em debates e eventos da Comunidade portuguesa e era, de todos, apreciado.

 

 

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  1. Um grande obrigado ao lusojornal pela triste informação. Fomos companheiros e amigos na radio FM em Fontenay-sous-Bois, na qual tinhamos uma emissão em português aos sabados de manhã “Ponto e Virgula” o qual tinha uma “cronica” que todos os ouvintes gostavam de ouvir. Foi fundador da Associação Portuguesa de Fontenay-sous-Bois, e um grande comunicador social. Quando falava, a sua voz, era muito paraecida com a voz do inesquecivel Raul Sonado”
    Batista de Matos deixounos. Mas vai viver para sempre no coração de todos os portugueses que o conheciam. Para a sua familia, aqui deixo os mais sentidos pesares. Paz à sua alma.
    Alfredo Cadete

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