LusoJornal | Mário Cantarinha

Opinião: “Não existem condições mínimas para garantir o exercício do voto”


Já Aquilino Ribeiro dizia: A Nação é de todos.

A Nação tem de ser igual para todos. Se não é igual para todos, é que os dirigentes que se chamam Estado, se tornaram numa quadrilha, que se serve desse Estado e não serve o povo.

Portugal atravessa um momento extremamente difícil.

A calamidade que atinge vastas zonas do país continua a agravar-se, e é incompreensível que o Governo, sabendo que não existem condições mínimas para garantir o exercício do voto, não considere seriamente o adiamento das eleições.

Há autarquias, Juntas de Freguesia e serviços públicos inundados, infraestruturas danificadas e populações deslocadas.

Em muitas regiões, milhares de cidadãos não têm sequer condições básicas de mobilidade, quanto mais acesso às mesas de voto.

Quando uma parte significativa da população fica, na prática, impedida de exercer o seu direito democrático, estamos perante uma falha grave do Estado. Isto até pode ser considerado normal para o Governo e para o PS, assim como para o candidato do partido único António José Seguro.

A democracia não se cumpre apenas marcando eleições no calendário, cumpre-se criando condições reais para que todos possam votar, com igualdade.

Ignorar esta realidade é uso corrente do partido do Governo e do PS, desrespeitar a Constituição e comprometer a legitimidade do processo eleitoral.

O Governo de Luís Montenegro revela incapacidade para responder a uma crise desta dimensão.

Em vez de liderar, hesita.

Em vez de proteger os direitos fundamentais, parece priorizar cálculos políticos pessoais de curto prazo.

Um Governo que não garante o direito do voto, perde autoridade moral e política.

Portugal não pode aceitar eleições sem condições, cidadãos de primeira e de segunda.

A prioridade deve e tem de ser clara, proteger as pessoas, reconstruir o essencial e assegurar que todos os portugueses possam exercer plenamente o seu direito democrático.

Em vez disso, vemos o PS a manipular os portugueses com perfis falsos nos quais gastou mais de 40 mil euros para denegrir o Chega com cobardia e mentiras fabricadas sem alguma credibilidade.

O PS, no seu desespero, utilizou as instituições como a CNE acusando empresários de proporem transporte de pessoas até aos Consulados para votar gratuitamente, mas quem criou esta falsa publicidade com o email do partido Chega foi o próprio PS com a manipulação que sempre utilizou.

O PS nunca ganhou eleições com honestidade e democracia, sempre utilizou a batota e a cobardia.

Isto já dura há 50 anos. Já chega e somente o Chega pode mudar e travar os gangsters da democracia.

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José Dias Fernandes

Deputado (Chega) eleito pelo círculo eleitoral da Europa