Opinião : Razões para votar em SeguroPaulo Pisco·Opinião·15 Janeiro, 2026 O mundo está estranho e perigoso. Houve tempos em que parecia que a marcha do progresso parecia inexorável. E depois, com sucessivas crises, com a financeira e com a pandemia de Covid-19, começou a ver-se uma galopante ascensão dos extremismos, uma crescente desordem global, uma regressão nos costumes, nos direitos individuais e na tolerância. Há uma nuvem sombria que já há muito tempo vem pairando sobre o mundo e que tem uma expressão muito forte num pequeno vídeo que surgiu nas redes sociais, um daqueles que estão sempre a aparecer contra a nossa vontade. Nesse vídeo vê-se o sinistro ideólogo de Donald Trump, Stephen Miller, aparecer ao lado do ideólogo de Hitler, Joseph Goebbels, com a mesma veemência no discurso, com a mesma gesticulação, com a mesma expressão sem alma. Sinistro. Na mesma altura em que em Portugal a Polícia Judiciária alerta para o perigo da radicalização de jovens nas redes sociais e lançam o slogan “O ódio on line mata off line”, nos Estados Unidos há um Presidente que ganhou o gosto de apertar no gatilho e acha que ninguém se lhe pode opor, espezinhando o direito internacional, porque, diz, só a sua própria moral o poderá travar. O problema é que o Presidente da nação mais poderosa do mundo parece não ter ponta de moralidade, nem empatia, nem estar preocupado com o sofrimento que está a causar a tanta gente. Em Portugal, à escala lusitana, há um personagem parecido, igualmente sinistro, extremista assumido, que não hesita em dividir o país, de inventar inimigos para os humilhar, de manipular a realidade, manifestando propósitos persecutórios e, como nas ditaduras, proclamando que nem todos têm lugar na nossa sociedade, sobretudo se forem diferentes ou pensarem de maneira diferente. Este personagem é candidato à Presidência da República e é com horror que vejo tanta gente do bom povo português entregar-se nas suas mãos, sem se aperceberem que estão a ser um instrumento para outros fins. E é por isso que, num tempo de extremismos que estão a deixar o mundo à beira do abismo, Portugal precisa de um Presidente que afaste o país da queda fatal. Precisa de alguém que defenda de forma intransigente a Constituição da República e seja o garante da unidade da nação e de um desenvolvimento económico e social com prosperidade. Precisa de alguém que saiba respeitar todos e não tenha já ofendido metade dos países do planeta, que tenha sentido de Estado e defenda aquilo que de melhor tem o povo português: o seu humanismo, universalismo e cosmopolitismo. Precisa de alguém que saiba abrir o país ao mundo e aos outros, como sempre aconteceu ao longo da nossa história e muito particularmente com a nossa epopeia migratória, ao longo de tantas gerações e para tantas geografias. Se sempre fomos aceites, porque rejeitamos agora os outros? Precisa de alguém que considere e valorize todos os portugueses, os que estão no país e os que estão na diáspora, sempre com o coração em Portugal, como sendo parte de uma só nação, orgulhosa do seu humanismo, solidariedade, tolerância cultural e religiosa e sentido de justiça. E é por tudo isto que o voto em António José Seguro é o único que garante o equilíbrio entre instituições, a moderação na nossa vida coletiva e a salvaguarda os valores que estruturam a nossa identidade secular. O voto em António José Seguro é, por isso, uma questão de elementar bom senso. Por uma democracia mais forte, onde todos tenham o seu lugar, onde quer que estejam e seja qual for a sua origem. . Paulo Pisco Mandatário para a diáspora da candidatura de António José Seguro