O Teatro Nacional de São João, no Porto, inicia em setembro uma nova temporada com 31 espetáculos, onze dos quais em “estreia absoluta”, de encenadores como os portugueses Nuno Carinhas e Victor Hugo Pontes e o italiano Romeo Castellucci que encena Isabelle Huppert.
A nova temporada, apresenta uma programação que tem “a(s) língua(s) portuguesa(s) e o teatro de repertório como linhas orientadoras”, e que também ‘lança sementes’ para os anos seguintes, nomeadamente através de projetos de “responsabilidade social” que deverão envolver novas produções de Marco Martins e o Arena Ensemble, assim como a companhia Terceira Pessoa.
Entre os 31 espetáculos a serem apresentados entre setembro deste ano e julho do próximo ano no Teatro Nacional de São João (TNSJ) e no Teatro Carlos Alberto (TeCA) há “três produções próprias, oito coproduções e quatro espetáculos internacionais”.
“Bérénice” de Jean Racine
No próximo ano, sobe a palco “Bérénice”, peça de Jean Racine, encenada por Romeo Castellucci e interpretada por Isabelle Huppert, “dois nomes maiores do teatro europeu contemporâneo”.
A peça, na qual Romeo Castellucci convida a atriz francesa a “afrontar o poema dramático de Racine”, estará em cena no São João entre 17 e 19 de abril.
“Buchettino” a partir de um conto de de Charles Perrault
Também em 2026 estará em cena “Buchettino”, espetáculo histórico dirigido ao público infantil, com encenação de Chiara Guidi, “uma das principais criadoras e pensadoras europeias do teatro para a infância”.
Neste espetáculo, “construído a partir do conto ‘O Pequeno Polegar’, de Charles Perrault”, o palco é transformado num contentor acústico com 50 camas, onde as crianças se deitam para ouvir a história narrada por uma atriz.
“Buchettino”, “apresentado consecutivamente em todo o mundo há 30 anos”, estará em cena no TeCA entre 13 e 17 de maio.
“Sentinelles” de Jean-François Sivadier
Em janeiro, entre os dias 15 e 17, é apresentado “Sentinelles”, com texto, encenação e cenografia do francês Jean-François Sivadier.
Na criação desta peça, Sivadier inspirou-se no romance “O Náufrago”, ficção no qual o escritor austríaco Thomas Bernhard “imagina as relações de um trio de pianistas virtuosos”, assombrados pela presença omnipotente de Glenn Gould, “para investigar as fronteiras sempre misteriosas entre o talento e o génio, a música e o teatro”.







