Portugal volta a afirmar-se como um dos protagonistas internacionais na Global Industrie 2026, a maior feira francesa dedicada à subcontratação industrial, tecnologias de produção e engenharia, que decorre de 30 de março a 2 de abril, no Parque de Exposições Paris Villepinte. Com mais de 1000 m² de área de exposição, o país será a segunda maior representação estrangeira do certame, reunindo 90 expositores, o equivalente a 16% da presença internacional, apenas atrás da Itália.
A participação portuguesa é assegurada sobretudo pelas associações AIMMAP, AIDA e PRODUTECH, que reúnem empresas de praticamente todos os segmentos da subcontratação industrial: mecânica, corte a laser, trabalho de chapa, serralharia, moldes, fundição, forja, tratamentos térmicos e de superfície, transformação de plásticos e borracha, cablagens, montagens eletrónicas, estudos e projetos. Estarão igualmente presentes empresas construtoras de máquinas, equipamentos e soluções de produção automatizada, representando o melhor do know‑how industrial português, reconhecido internacionalmente pela qualidade e certificação.
A Global Industrie é um dos maiores encontros profissionais do setor na Europa, reunindo 2.500 expositores de 40 países e cerca de 60.000 visitantes provenientes de 85 mercados. A edição deste ano será inaugurada na segunda‑feira, 30 de março, às 9h00, com a presença de Roland Lescure, Ministro da Economia, Finanças e Soberania Industrial, Energética e Digital de França, e de Sébastien Martin, Ministro Delegado da Indústria. A AICEP assegura o apoio institucional à participação portuguesa.
O setor metalúrgico e metalomecânico continua a ser um dos pilares da economia portuguesa. Em 2025, as exportações atingiram um novo recorde de 24 mil milhões de euros, representando 33% de toda a indústria transformadora. Segundo a AIMMAP, o ano registou quatro dos melhores meses de sempre, com 75% das exportações destinadas à União Europeia e 25% a mercados extracomunitários. O setor integra 23 mil empresas e emprega 250 mil trabalhadores, reforçando o peso estratégico de Portugal num dos segmentos mais competitivos da indústria europeia.







