
Docentes de dez países e três continentes diferentes encontram-se neste sábado, em Londres, para trocar conhecimentos e experiências, na primeira conferência da Tropo, a Associação de Professores e Investigadores de Língua Portuguesa no Reino Unido. De notar a presença de professores de português em França.
A conferência pretende funcionar como um fórum para investigadores e professores apresentarem e discutirem trabalhos em linguística e aquisição de linguagem, estudos literários e culturais, metodologias de aprendizagem e ensino e as possíveis aplicações à sala de aula.
No programa está prevista a presença de académicos que de França, Itália, Brasil, Portugal, Hungria, Reino Unido, Japão, China, Dinamarca, e Noruega, tendo como convidada especial a escritora e jornalista Alexandra Lucas Coelho, autora do livro “Deus-dará”.
Ana Reimão, secretária-geral da Tropo e professora na universidade de Liverpool no norte de Inglaterra, disse à agência Lusa ser importante criar uma ponte entre todos os níveis de ensino da língua portuguesa, desde o superior e secundário, às escolas comunitárias, organizadas muitas vezes de forma informal por pais dos alunos.
Embora, em geral, a procura de cursos superiores em línguas estrangeiras esteja em queda no Reino Unido, o número de estudantes de português mais do que duplicou, de 600 em 2016 para cerca de 1.400 atualmente, segundo números do Instituto Camões.
Ao contrário do ensino básico e secundário, onde a maioria dos 3.500 alunos são lusodescendentes, os estudantes universitários são britânicos ou de outra nacionalidade sem ser portuguesa e aprendem o português como língua estrangeira, associada a cursos de gestão, política e história.
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No respeitante ao número de alunos que ,alegadamente, aprende Português no Reino Unido ou alguêm se enganou nos números apontados ou entao foram estes fortemente inflaciobados, para dar uma imagem otimista de uma situacao que nao o é.
Segundo os números publicados anualmente nos Relatórios da Emigracao no Reino Unido havia, em 2006, 46 professores de Português. Em 2016 sobravam apenas 23 e no ano letivo de 2018 tinha-se verificado uma ligeirissima subida para 25.
Sendo assim, é líicito inquirir como é que pode haver no RU,conforme consta no artigo em causa, 3.500 alunos de Português, dos quais a maioria sao lusodescendentes?
Caso tal seja verdade, isso significa que cada professor tem a seu cargo mais de 150 alunos, de todos os nveis de escolaridade, desde o 1° ao 12° ano, lecionados em grupos extremamente mistos, pois as aulas ,como em todo o EPE, têm lugar apenas uma vez por semana.
Qualidade de ensino, por onde andas? E já agora, por onde anda a decência básica de quem tenta dar uma imagem positiva do Português no Reino Unido, quando na verdade os professores atuais sao cerca de 50% daqueles que lecionavam em 2006 e os alunos idem?
Muito difícil de acreditar nos “sucessos” aqui descritos, mais ainda se for levado em conta o facto de a emigracao portuguesa para o citado país ter sofrido um fortíssimo aumento durante os anos da “crise”:.
Cada vez menos alunos e cada vez menos professores é a triste realidade do sistema. E também cada vez me nos atencao por parte dos vários Partidos que dao cobertura a todo este descalabro e ainda acham muito bem que os lusodescendentes paguem a malfadada “propina” caso queiram aprender a sua língua identitária, como também sucede no RU.