
O Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reuniu com um conjunto de representantes das Comunidades portuguesas, não militantes socialistas com o objetivo de lançar o embrião do Conselho Estratégico para a Diáspora, que pretende “refletir sobre a presença portuguesa no mundo e identificar as melhores formas de aproximar Portugal das suas Comunidades, sem excluir ninguém, e indo para além da resolução dos problemas tradicionais associados ao atendimento consular, ensino de Português e movimento associativo, que merecem aprofundamento, particularmente na expansão das suas funções”.
O líder do Partido Socialista considera que “a diáspora portuguesa transformou-se radicalmente e precisa de uma abordagem compatível com a situação dos portugueses na sua relação com Portugal e com os países de acolhimento”. A cultura, a economia, a ciência, a diplomacia, os jovens e os idosos, as mulheres e os lusodescendentes “precisam de um olhar diferente, de maneira a que todas estas dimensões possam sentir-se incluídas no destino e transformação de Portugal”.
Neste primeiro encontro foi isso que esteve presente, naquilo que pode ser uma primeira reflexão sobre “uma mudança de paradigma” na relação de Portugal com as suas Comunidades, “para que todos se possam sentir representados e presentes”.
A natureza e diversidade das Comunidades, o desenvolvimento de Portugal e as expetativas de regresso, a diplomacia cultural e científica, a criação de redes a nível global, o impacto negativo da extrema-direita nas Comunidades e em Portugal, a cooperação entre os portugueses que ocupam posições de destaque no estrangeiro e Portugal, a internacionalização das micro e pequenas empresas foram alguns dos temas em destaque.
No encerramento do encontro, José Luís Carneiro sublinhou o seu objetivo de “ver Portugal com mais prestígio na ordem internacional, através da projeção da língua, da cultura e da ciência e de um país desenvolvido ao nível dos melhores, com salários mais atrativos para todos, o que se consegue com a aposta numa economia baseada no conhecimento e com mais incorporação de tecnologia nacional”. Referiu ainda a necessidade de as Comunidades terem “maior proximidade com as autarquias e da necessidade de criar um quadro institucional que potencie a proteção e valorização dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro”.
Estiveram presentes o historiador Victor Pereira (Portugal/França), a socióloga Heidi Martins (Luxemburgo), o professor universitário e vice-Presidente da Câmara de Nottoden Nuno Marques (Noruega), o empresário e filantropo Manuel da Costa (Canadá), o geógrafo Hugo Marques (Polónia), o Diretor da Maison de la Danse, Tiago Guedes (Lyon), um jornalista luso-americano (Estados Unidos), a investigadora Viviana Silva (Holanda), a investigadora Maria João Barros (Bona), o quadro superior consular Manuel da Silva (Hamburgo), o empresário Francisco Gonçalves (Cabo Verde), a professora universitária e investigadora Paula Dias (Montpellier), a vereadora Isabel Araújo (Reino Unido) e Vítor Silva, empreendedor (Canadá). Segundo informação do Partido Socialista, “três outros representantes da diáspora da Suíça e de França não poderem estar presentes”.






