As castanhas são um excelente alimento para a nossa dieta, mas não equivalem a um multivitamínico. Funcionam melhor como parte de uma alimentação equilibrada e sazonal, ajudando a melhorar o aporte nutricional de forma natural.
Durante a cozedura ou assadura, as castanhas perdem parte da vitamina C, algumas vitaminas do complexo B e antioxidantes sensíveis ao calor. Apesar disso, continuam a ser uma excelente fonte de energia, fibra e minerais essenciais.
Métodos como a cozedura a vapor ou a assadura a baixa temperatura, ajudam a preservar melhor os seus nutrientes.
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As castanhas podem influenciar positivamente o microbioma intestinal
As castanhas contribuem para a saúde intestinal graças ao seu teor de fibra e amido resistente, que funcionam como pré-bióticos naturais.
Além disso, os seus polifenóis ajudam a equilibrar o microbioma, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas.
Apesar de também serem ricas em hidratos de carbono, as castanhas têm menos calorias, mais fibra e um índice glicémico mais baixo, o que significa que libertam energia de forma mais lenta e estável. Além disso, fornecem vitamina C, potássio e antioxidantes, nutrientes praticamente ausentes no arroz ou na massa.
As castanhas variam nutricionalmente consoante a região e o tipo de solo onde são cultivadas.
As de Trás-os-Montes tendem a ter mais amido e menos gordura, enquanto algumas italianas são mais ricas em açúcares e antioxidantes.
Estas diferenças influenciam o sabor, a textura e o valor nutricional, reforçando a importância de privilegiar castanhas locais e sazonais.
As castanhas não contêm compostos estimulantes como o chocolate, mas fornecem nutrientes que apoiam o bem-estar mental.
O seu teor em vitaminas do complexo B e magnésio ajuda a reduzir o cansaço e a manter o equilíbrio do sistema nervoso.
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Dra. Joana Martins
Nutricionista





