Um workaholic é alguém que trabalha excessiva e compulsivamente e é incapaz de desligar do trabalho.
São pessoas cujos objetivos e estratégias de vida passam unicamente pela profissão, numa busca constante da perfeição. Têm reconhecimento no trabalho, mas são, em regra, pessoas isoladas. Demonstram uma baixa competência da expressão emocional e relacional.
Acompanho vários casos de depressão e ansiedade cuja origem está na adição ao trabalho e no colapso da estrutura de vida. Isto acontece porque a pessoa fica sem o emprego ou se apercebe de que está sozinho e não tem suporte familiar nem de amigos.
Sinais a que devemos estar atentos: dificuldade em desligar, trabalhar longas horas; priorizar o trabalho, negligenciando outras áreas da vida, como a saúde, o bem-estar, a família, os amigos; dificuldade em aceitar críticas; irritabilidade; cansaço mental.
Para estas pessoas, trabalhar é uma compulsão tão grande que não conseguem parar.
Nem nas férias conseguem descansar e desligar do trabalho.
Estudos apontam que há alguns tipos de personalidade mais suscetíveis a isso mesmo, nomeadamente pessoas mais ambiciosas, perfeccionistas ou impacientes. São normalmente pessoas com características individuais de perfecionismo e exigência, que apresentam maior predisposição para serem viciadas no trabalho.
Também há profissões que abrem caminho para que os seus trabalhadores se tornem mais suscetíveis a tornarem-se viciados no trabalho. Em primeiro lugar, é preciso a pessoa gostar do que faz e sentir que é valorizada. Profissões em que a pessoa é valorizada e, financeiramente, compensada pelas horas extra.
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Dra. Isa Silvestre
Psicóloga clínica
@isasilvestre.psicologa






