Antes de mergulhar, é essencial garantir que o local é seguro. Verifique sempre a profundidade da água, que deve ser, no mínimo, superior a 1,5 metros para mergulhos de cabeça. Nunca mergulhe em locais desconhecidos, pois podem existir pedras, troncos ou outros obstáculos submersos que não são visíveis à superfície.
Se tiver dúvidas, entre primeiro com os pés, em vez de mergulhar diretamente com a cabeça. Quando mergulhar de cabeça coloque sempre os braços estendidos com a cabeça entre os braços, que a protegem no caso de algum impacto. Além disso, evite mergulhar sob o efeito de álcool ou outras substâncias que possam afetar o discernimento. E não se esqueça: as crianças devem estar sempre supervisionadas, e o exemplo dos adultos é fundamental.
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As lesões mais frequentes
As lesões mais graves costumam ocorrer em mergulhos feitos em águas rasas ou sobre obstáculos não visíveis. As consequências podem ser devastadoras. Entre as mais comuns estão:
– Traumatismos na cabeça;
– Fraturas da coluna cervical (pescoço), que podem levar à tetraplegia;
– Lesões na medula espinhal, com perda de mobilidade e sensibilidade;
– Afogamento, caso a pessoa perca os sentidos ou a capacidade de se movimentar;
– Ferimentos causados por impacto com pedras ou objetos no fundo.
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O que fazem em caso de suspeita de lesão na coluna
Se houver qualquer suspeita de lesão na coluna, especialmente após um mergulho, é crucial não mover a vítima. O movimento pode agravar uma possível lesão medular.
O ideal é estabilizar a cabeça e o pescoço da pessoa, mantendo-a imóvel até à chegada de socorro. Deve ser contactado o 112 o mais rapidamente possível, fornecendo todas as informações relevantes. Enquanto se aguarda ajuda, tranquilize a vítima e impeça que tente levantar-se ou movimentar-se.
Sinais como formigueiro, perda de sensibilidade ou dificuldade em mexer os membros são indicativos de possível lesão neurológica e exigem atenção imediata.
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Dr. Luís Teixeira
Ortopedista da coluna
Diretor do Spine Center





