Novo filme de Basil da Cunha, também com produção francesa, programado no Festival de Locarno


O Festival de Cinema de Locarno começa hoje na Suíça e conta com o filme “O Jacaré”, do realizador luso-suíço Basil da Cunha, na competição internacional, com produção portuguesa, suíça e francesa.

A 79ª edição do festival de Locarno arranca com a exibição do filme “Les Yeux Verts”, de Fanny Liatard, Jérémy Trouilh, e com a atribuição de um prémio de carreira à atriz Isabella Rossellini.

Este ano, a competição internacional conta com o filme “O Jacaré”, que é apresentado pelo realizador Basil da Cunha como um filme de género, “no encontro entre a ‘blaxploitation’, os policiais americanos dos anos 90 e a música cabo-verdiana dos anos 70”, como se lê em nota de imprensa.

“É um filme coral onde cada personagem representa um fragmento da Reboleira, Amadora, e onde a própria comunidade assume o papel principal”, explicou realizador.

O filme de Basil da Cunha é uma produção entre Portugal (onde se estreia a 03 de setembro), França e Suíça, juntando-se a “Manga d’Terra” (2023) e “O fim do mundo” (2019), ambos apresentados também em Locarno.

No festival, fora de competição, vai estar também o realizador Edgar Pêra, com o filme “Guerrilha do Asfalto”, inspirado no livro “Guerrilha no Asfalto – As FP-25 e o Tempo Português”, de Manuel Ricardo Sousa.

“O filme cruza ficção e acontecimentos reais para revisitar um dos períodos mais conturbados da democracia portuguesa”, a propósito da ação do grupo armado Forças Populares 25 de Abril (FP-25) que, nos anos 1980, organizou dezenas de assaltos violentos, atentados e ações consideradas terroristas, que causaram 17 mortes.

No concurso internacional da secção Pardi di Domani vai estar, em estreia mundial, o filme “Aurora Borealis”, de Valeriya Kim, numa coprodução entre Hungria, Bélgica, Portugal e Cazaquistão.

Já na secção Open Doors, na categoria de longas-metragens, vai acontecer a estreia suíça de “O Profeta”, do moçambicano Ique Langa, que teve a sua estreia mundial em Roterdão.

Nas curtas e médias-metragens, vão participar em Locarno os filmes “Submergido”, do moçambicano Ariel Añez, e “Time to Change”, da angolana Pocas Pascoal, ambos em estreia na Suíça.

Este ano, além de Isabella Rossellini, o festival atribui prémios de carreira e homenagem às atrizes Asia Argento e Virginie Efira, aos realizadores Darren Aronofsky e James Gray, ao artista Rick Baker e ao produtor Sigurjón Sighvatsson.

A 79.ª edição do Festival de Cinema de Locarno termina no dia 15.

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