
O homem que atropelou 16 pessoas na rua da Oura, em Albufeira, na madrugada do dia 25 de agosto, por volta das 3h00 da manhã, é emigrante na região de Paris, onde abriu uma oficina de reparação automóvel. Fábio Yesson Nunes, de 35 anos, com nacionalidades angolana e portuguesa, encontrava-se de férias no Algarve quando, na madrugada do incidente, conduziu com uma taxa de álcool de 1,29 g/l e acabou por provocar um dos episódios mais graves de atropelamento coletivo registados recentemente em Portugal.
Segundo as autoridades, Fábio Nunes garantiu que não tinha intenção de atingir ninguém, mas a Polícia Judiciária está a analisar em detalhe a sua vida pessoal e profissional para perceber se existia alguma motivação adicional para o sucedido. O arguido vive habitualmente na zona de Paris, onde, pelo menos desde janeiro deste ano, estará ligado à exploração de uma oficina automóvel. Porém, o LusoJornal não conseguiu confirmar esta informação junto dos registos de comércio franceses. Quando em Portugal, o homem tinha residência no concelho de Odivelas.
O atropelamento causou 16 feridos, entre eles dois militares da GNR. Dois dos feridos permanecem internados, incluindo uma jovem de 20 anos, residente no Luxemburgo, que continua com prognóstico reservado. Após ser ouvido no tribunal de Albufeira, Fábio Nunes ficou sujeito à medida de coação mais gravosa – prisão preventiva – e foi conduzido para o estabelecimento prisional de Silves, uma cadeia de baixa segurança com cerca de 80 reclusos.
O homem está agora indiciado por vários crimes: homicídio qualificado na forma tentada, condução perigosa, condução sem carta e sob o efeito de álcool, resistência e coação sobre funcionário, desobediência qualificada e falsificação de documentos. O caso continua a ser investigado.






