A regra de ouro é simples e vale para todas as idades: a mochila não deve ultrapassar 10% do peso da criança. Em dias excecionais pode ir até 15%, mas nunca como rotina. Ao escolher, prefira mochilas leves em vazio (menos de 1 kg), com duas alças largas e acolchoadas, costas almofadadas e, idealmente, cinto abdominal. O fundo da mochila deve ficar ao nível da cintura, nunca abaixo das ancas, e os objetos mais pesados devem ir encostados às costas.
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Dos 0 aos 6 anos
Nesta fase, a mochila é quase simbólica – lanche, muda de roupa, um brinquedo. Deve pesar no máximo 1 a 2 kg. Escolha modelos pequenos, adaptados ao tronco da criança, e resista à tentação de usar a mochila do filho como “saco da família”.
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Dos 6 aos 10 anos
Com a entrada na escola, o peso dispara. Para crianças de 20 a 35 kg, o limite é de 2 a 3,5 kg. Basta juntar quatro manuais, cadernos, estojo e garrafa de água para o ultrapassar. Dois hábitos fazem a diferença: preparar a mochila na véspera, levando só o necessário, e pesá-la uma vez por semana na balança de casa. As mochilas com rodas são boa alternativa se o trajeto tiver piso regular e poucas escadas.
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Dos 11 aos 15 anos
Para 35 a 55 kg de peso corporal, o limite ronda os 3,5 a 5,5 kg. É a idade em que surge a moda de levar a mochila num só ombro – um erro: concentra a carga de um lado e obriga a coluna a compensar. Duas alças, sempre. Se a escola tem cacifos, devem ser usados.
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Dos 15 aos 18 anos
Os limites sobem para 5 a 6,5 kg, mas os portáteis e o material acumulado facilmente os ultrapassam. Nesta idade, os maus hábitos posturais tendem a consolidar-se, pelo que as regras continuam a valer.
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Sacos a tiracolo
Nos mais velhos, o tiracolo tem vantagens práticas – acesso fácil, estilo, leveza – e não faz mal se for usado com pouco peso (até 2-3 kg) e alternando o lado. O problema é o uso diário com carga: todo o peso assenta num só ombro, eleva-o e inclina o tronco, provocando contraturas cervicais e dorsais. Regra prática: tiracolo para dias leves, mochila de duas alças para dias de carga.
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Um sinal de alerta final
A mochila pesada causa dor e má postura, mas não causa escoliose – esse é um mito. Já uma dor de costas persistente há mais de duas a três semanas, que acorda a criança de noite ou se acompanha de formigueiros nos braços ou pernas, não se explica pela mochila e deve ser avaliada por um médico.
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Dr. Armando Barbosa
Especialista em Medicina da Dor
Diretor clínico da PAINCARE






