Instituto Camões quer valorizar carreiras e salários dos professores no estrangeiro


As negociações para a revisão do regime do Ensino Português no Estrangeiro continuam. A Presidente do Instituto Camões, Florbela Paraíba,  garante que existe um objetivo comum com os sindicatos: valorizar as carreiras e os salários dos professores.

Os professores de português no estrangeiro poderão ver as suas carreiras e remunerações valorizadas. A garantia foi deixada esta quarta-feira dia 9 de setembro pela Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, enquanto continuam as negociações com os sindicatos em torno da revisão do Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE).

Em declarações à agência Lusa, a responsável afirmou que as duas partes partilham um mesmo objetivo: “a valorização das carreiras e remuneratória dos professores do Ensino de Português no Estrangeiro, que considera “um recurso muito importante”.

Uma valorização que passa sobretudo pela questão salarial. As tabelas remuneratórias continuam a ser um dos principais pontos das negociações entre o Governo e os representantes dos professores. No final de julho, o Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE) já tinha anunciado alguns avanços, mas continuava a defender uma remuneração capaz de acompanhar o custo de vida nos diferentes países. No início de agosto, o sindicato confirmou que uma nova proposta remuneratória seria apresentada pelo Governo.

“Os professores são insubstituíveis”

Florbela Paraíba aproveitou ainda para defender o papel dos docentes numa altura em que o ensino do português também passa cada vez mais pelas ferramentas digitais.

“Os professores são insubstituíveis, assim como aquilo que se aprende na sala de aula”, afirmou, afastando a ideia de que o digital possa substituir o ensino presencial. Para a Presidente do Instituto Camões, estes meios devem servir “apenas para complementar” o trabalho realizado pelos professores.

A revisão do regime do EPE está em negociação desde maio. Entre as alterações já discutidas encontra-se a contagem do tempo de serviço para efeitos de recrutamento e progressão na carreira, incluindo para docentes sem vínculo à função pública.

A questão tem um peso particular em França, que continua a concentrar uma das maiores redes de Ensino Português no Estrangeiro. Em maio, Florbela Paraíba indicava a existência de 107 professores na rede oficial francesa.

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