Federação Portuguesa de Voleibol

Portugal joga este domingo com a França nos oitavos de final do Europeu de Voleibol


Portugal vai defrontar, este domingo, a Seleção francesa nos oitavos de final do Campeonato da Europa de voleibol, mas o Selecionador português, João José, sublinhou ontem que “não está preocupado com a tradição” de França, prometendo competitividade para chegar aos ‘quartos’.

“Não estou preocupado com a tradição de França. Estou preocupado com aquilo que temos de fazer amanhã [este domingo] para conseguirmos ser competitivos, equilibrar o jogo e aproveitar a oportunidade de estarmos outra vez nos oitavos de final”, afirmou João José, em declarações divulgadas pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).

Este domingo, em Sófia, a partir das 19h00 locais (18h00 em Paris), Portugal, quarto no Grupo B, vai defrontar a França, bicampeã olímpica e que venceu o agrupamento D.

Portugal disputa pela oitava vez uma fase final de um Europeu, a quarta consecutiva, tendo como melhor resultado o quarto lugar na edição inaugural, em 1948.

João José recordou o “momento de transição” da França, apesar de continuar a contar com jogadores de elite mundial. “São atletas conhecidos a nível internacional, nós também os conhecemos, então percebemos aquilo que teremos que fazer para os contrariar este domingo. Eles vão procurar fazer a mesma coisa connosco e é isso que temos de tentar combater. Temos de ser agressivos perante aquilo que eles vão tentar anular no nosso jogo e temos de conseguir também contrariar aquilo que eles vão fazer”, explicou.

A França vai ser o próximo obstáculo, um adversário ao qual reconhece grande valor, na ordem do que atribuiu à Campeã Polónia, à Bulgária e à Ucrânia, rivais do Top 10 europeu que derrotaram a formação lusa na fase de grupos.

Questionado sobre os fundamentos para uma possível vitória, o Selecionador foi taxativo: “Todos! A todos os fundamentos e todas as fases do jogo”.

A chave, segundo João José, passa por quebrar a receção francesa, condicionando o trabalho do distribuidor Antoine Brizard. “O Brizard é um distribuidor bem consistente e consolidado. Consegue pôr a equipa a jogar. Temos que correr algum risco naquilo que é o nosso serviço e também fazer uma boa gestão daquilo que é o risco no serviço”, salientou.

Para o Treinador português, a resposta poderá surgir na transição, fase em que Portugal acredita poder “ir para ganhar”.

“Temos de conseguir construir melhor naquelas oportunidades que vamos conseguir criar na transição, após a defesa, conseguir criar boas situações para que a gente possa fechar o jogo”, observou.

Depois de cinco jogos em sete dias, Portugal beneficiou de três sessões mais leves e bidiárias para recuperar índices físicos e afinar detalhes técnicos. “Nestes três dias nós não treinámos nada, demos o estímulo que é preciso para estarmos bem no jogo. Procurámos trazer de volta algumas coisas que deixamos de treinar, o controlo fino da receção ou do serviço”, indicou, acreditando que a equipa chega ao duelo “psicologicamente bem”.

A Seleção lusa fechou a sua participação na fase de grupos na terça-feira, com um triunfo sobre a Macedónia do Norte por 3-0, depois das derrotas com a Campeã em título Polónia (0-3), a coanfitriã Bulgária (0-3), Israel (2-3) e Ucrânia (0-3).

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

Não perca