A companhia madeirense Dançando com a Diferença apresenta o espetáculo “Este Mundo”, da coreógrafa marroquina Bouchra Ouizguen, nos dias 8, 9 e 10 de outubro, no Chaillot – Théâtre national de la Danse, em Paris. As apresentações decorrem no âmbito do Festival d’Automne à Paris – Saison Méditerranée 2026 e integram as comemorações dos 25 anos da companhia.
Segundo a informação divulgada pela companhia e citada pela Lusa, as sessões de quinta e sexta-feira estão marcadas para as 20h30. No sábado, o espetáculo começa às 17h00.
Fundada na Madeira em 2001 por Henrique Amoedo, atual Diretor artístico, a Dançando com a Diferença reúne bailarinos com e sem deficiência motora e intelectual. A companhia desenvolve um trabalho de dança inclusiva, que nesta criação se cruza com a proposta artística de Bouchra Ouizguen.
“Este Mundo” centra-se no gesto, na respiração e na presença dos bailarinos. Os movimentos partem de figuras simples, inspiradas em elementos como o ar, a luz, o calor, o peso e a estabilidade. Em vez de uma narrativa linear, o espetáculo propõe uma sucessão de situações, nas quais a atenção ao outro e ao mundo ocupa um lugar central.
Uma criação também construída fora do estúdio
No comunicado citado pela Lusa, Henrique Amoedo descreve “Este Mundo” como uma obra que “transita entre o íntimo e o universal”. O Diretor artístico salienta o papel do contacto com a natureza ao longo do processo de criação, que decorreu, em vários momentos, fora do estúdio de dança.
“A vivência do contacto próximo com a natureza e o despertar sensorial profundo, nos inúmeros momentos em que o processo criativo ocorreu fora do estúdio de dança, constituíram um processo de exploração ativa e não meramente observacional”, explica o Diretor na nota citada pela Lusa.
Para a companhia, a obra é também “um lugar vivo, habitado, onde a poesia nasce da atenção ao outro, a si mesmo e ao mundo”. Esta relação entre os bailarinos, as suas sensações e o espaço envolvente está no centro da proposta apresentada em Paris.
A Dançando com a Diferença é uma companhia residente no MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira e conta com financiamento da Direção-Geral das Artes, do Governo Regional da Madeira e da Câmara Municipal do Funchal. As três apresentações no Chaillot levam à capital francesa uma criação que integra a celebração de um quarto de século de atividade da companhia madeirense.







