
O Evangelho de hoje leva-nos a Betânia, a uma casa marcada pelo luto, onde Jesus proclama: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo que morra, viverá». A respiração cessará, o corpo cederá, mas quem está unido a Cristo não conhecerá o abismo do NADA.
Esta promessa concretiza-se imediatamente num gesto credível diante do túmulo, onde Jesus brada em alta voz: «Lázaro, sai para fora!» Aquele que estava morto sai vivo, ressuscitado, mas tem «os pés e as mãos atados com faixas». Jesus trouxe-o de volta à vida, mas confia à comunidade uma tarefa decisiva: «Desatem-no e deixem-no ir».
O Senhor dá vida, mas pede à Igreja que desate as faixas. Quantos são aqueles que, renascidos pela graça, tentam levantar-se e permanecem prisioneiros do julgamento alheio? Somos chamados a ser instrumentos de libertação: a retirar as faixas do preconceito, a desatar os nós do rancor, a perdoar e a deixar que os irmãos caminhem livres na graça.




