A edição do III Concurso Literário “As minhas férias” teve como destino Angola, “país de enorme relevância para o futuro da língua portuguesa”. E a travessia desde o Brasil – destino da II Edição do Concurso – até Angola, não poderia ter corrido melhor. “Que viagem maravilhosa nos propuseram os quase duzentos jovens autores que aceitaram o convite para escrever sobre as paisagens e os costumes angolanos, de Luanda a Benguela, subindo e descendo o rio Cuanza, deixaram-nos impressionados” diz um comunicado da associação organizadora do concurso, a Associação independente dos lusodescendentes (AILD). “Já a forte presença de textos denunciando a destruição dos ecossistemas, as desigualdades sociais e a discriminação racial foi uma surpresa e prova, por um lado, que estes jovens se preocupam com o futuro do planeta e com o bem-estar social, assim como confirma igualmente o poder da escrita e da literatura como formas de consciencializar as mentes adormecidas para os dramas contemporâneos que colocam em causa a existência da nossa própria espécie”.

A AILD, que organiza este concurso em parceria com a editora Leya, salienta que a qualidade dos trabalhos destes potenciais escritores reitera que a língua portuguesa tem futuro e que esta nova geração de lusodescendentes, naturalmente plurilingue e multicultural, é (também) o garante da nossa língua comum.
“Parabéns a todos os participantes, em especial aos grandes vencedores” diz a AILD num comunicado enviado ao LusoJornal.
A cerimónia oficial de entrega dos prémios aos vencedores e aos participantes que receberam uma Menção Honrosa, terá lugar no sábado, dia 11 de janeiro, na Casa de Portugal da Cidade Universitária em Paris.
O programa do dia 11 de janeiro começa às 15h00 com uma oficina de escrita, na biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian delegação França, também na Casa de Portugal, intitulada “Leitura e escrita: a criação de um mundo paralelo” animada por Nuno Gomes Garcia, escritor e professor, e por Sara Novais Nogueira, mestre em Línguas, Literaturas e Civilizações Lusófonas, que ajudarão os jovens escritores a consolidarem métodos de leitura e de escrita de modo a fazer explodir a criatividade literária no interior de cada um deles. Este curso gratuito está aberto a todos os jovens dos 8 aos 17 anos.
Depois de um lanche oferecido pela Casa de Portugal, começa a Cerimónia propriamente dita de entrega dos Prémios e Diplomas. A escolha das grandes vencedoras “foi difícil”, segundo os organizadores. Por entre prosa e poesia, histórias de família, viagens no tempo e jornais de bordo, os membros do júri escolheram como vencedores os seguintes trabalhos:
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Categoria Infanto-juvenil:
“Poesia sem título” de Paloma Ribeiro Sousa
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Categoria Juvenil:
“Sem título” de Sofia Vincent
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O júri considerou merecedores de Menção Honrosa os seguintes trabalhos:
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Categoria Infanto-juvenil:
“O desaparecimento do Welwitscha” de Thomas Valseth
“O menino do Petróleo” de Ayrton Guibert
“Poesia sem título” de Charlotte Doherty
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Categoria Juvenil:
“O Paraíso que cega, a realidade que clama” de Manuel Quero
“Um incidente na floresta” de Maria Bardou
“Lembranças de felicidade” de Lara Janeco Varandas







