Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.
Donativos LusoJornal

A jovem lusodescendente Laura Tavares, assassinada na sexta-feira passada pelo antigo namorado, em Putanges-le-Lac, onde vivia, vai ser enterrada no próximo sábado, dia 23 de janeiro, às 14h30. Um encontro organizado pelo Coletivo dos Direitos das Mulheres do departamento de Orne foi organizado ontem, quarta-feira, ao fim da tarde, e uma Marcha Branca está prevista para domingo, dia 24, às 14h00 na Cité des Ducs.

Laura Tavares tinha quase 23 anos quando o antigo namorado, Jean Evan, fez uma espera no apartamento da jovem de origem portuguesa. Segundo os jornais locais, o jovem teria entrado no edifício, escondeu-se nos sanitários comuns, no corredor, e teria assassinado a antiga namorada com um martelo e depois apunhalou-a.

O rapaz, conhecido por ser “discreto”, estaria alcoolizado e no dia seguinte foi confessar o crime à polícia. Laura Tavares foi encontrada morta no apartamento onde vivia.

Os dois jovens viveram cerca de dois anos juntos, em Alençon, mas estavam separados desde novembro de 2019. Em janeiro de 2020 a jovem instalou-se no novo apartamento em Putange.

Laura Tavares nasceu em Putange, uma localidade entre Alençon e Caen e os pais separaram-se quando tinha apenas 6 anos de idade. Passou a viver alternadamente em casa do pai e da mãe. Era considerada como “simpática e adorável” e as famílias davam-se bem. Sonhava ser manequim, fez aliás alguns trabalhos para algumas agências, e era aprendiz num Salão de cabeleireiro da localidade.

O Maire da cidade, Sébastien Leroux, também lamentou a morte da jovem lusodescendente e lembrou que a família é muito estimada na aldeia e “está muito investida no meio associativo”.

O pai de Laura Tavares, David Tavares é originário de Esmoriz, por parte da mãe, e da Feira, por parte do pai.

A família escreveu à Ministra Marlène Schiappa e pede “justiça”. Dizem que se trata certamente de um “ato premeditado”.

“Obrigado por falarem da minha filha, é importante que toda a gente saiba quem ela foi e que justiça seja feita” disse David Tavares ao LusoJornal.

 

Comunidade
X