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De acordo com o Banco de Cabo Verde (BCV), as remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos para o arquipélago, aumentaram globalmente 4,5% de 2019 para 2020, para 20.789 milhões de escudos (187 milhões de euros), passando a ser lideradas pelas provenientes dos Estados Unidos, que dispararam 33%, para mais de 5.982 milhões de escudos (53,8 milhões de euros).

As remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos em França aumentaram para quase 4.983 milhões de escudos (44,8 milhões de euros) em 2020, enquanto as remessas provenientes de Portugal, que habitualmente lideravam na contabilidade anual, caíram 13,8%, para cerca de 4.895 milhões de escudos (44 milhões de euros), face aos 5.679 milhões de escudos (51 milhões de euros) em 2019.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, reconheceu em dezembro passado, no Parlamento, a importância para a economia nacional das remessas enviadas pelos emigrantes, que continuavam a crescer e representam já 11,3% do Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano.

“As contribuições das remessas dos emigrantes têm sido importantes ao longo da história de Cabo Verde. São importantes para as famílias, para o financiamento da economia cabo-verdiana e também demonstra que a confiança tem aumentado, mesmo no período da pandemia”, afirmou, num debate mensal no Parlamento.

Explicou que as remessas valiam 10,6% do PIB, em média, na legislatura de 2012 a 2015, mas que subiram para 11,3% no período de 2016 a 2019.

“E neste período de pandemia, ao contrário do que estava estimado, tem havido uma evolução positiva, um crescimento de 20% de junho de 2019 a junho de 2020”, destacou, em dezembro, Ulisses Correia e Silva, reforçando a importância destas remessas por continuarem a aumentar, globalmente, apesar das dificuldades económicas que os emigrantes cabo-verdianos também enfrentam nos países onde trabalham, devido à pandemia de Covid-19.

 

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