O cinema francês está particularmente presente na presente edição do Queer Lisboa que celebra os seus 30 anos. De 18 a 26 de setembro, vários filmes franceses, ou realizados em coprodução com França, vão integrar as diferentes secções do festival internacional de cinema queer da capital portuguesa.
A presença francesa começou logo na abertura, com “The Man I Love”, de Ira Sachs, uma produção franco-americana de 2026. Mas será ao longo dos nove dias de festival que esta participação ganhará maior dimensão, passando pelas competições de longas e curtas-metragens, documentários, Queer Art, Panorama e ainda pela retrospetiva.
Na competição de longas-metragens estará, por exemplo, “La Gradiva”, da realizadora francesa Marine Atlan. O filme tem uma coprodução entre França e Itália.
Na competição documental, o público poderá descobrir “La face cachée de la terre”, de Alain Arnaud, e “Virages”, de Céline Carridroit e Aline Sutre.
Do cinema contemporâneo aos grandes clássicos
A presença francesa será ainda mais visível na competição de curtas-metragens. Estão programados trabalhos como “Cairo Streets”, de Abdellah Taïa, “Je veux qu’on se souvienne de nous”, de Hélène Giannecchini, “Precious Fantasy”, de Nino Bouhnik, ou ainda “La sentinelle”, de Ali Cherri.
Outros filmes aparecem fora das competições principais. É o caso de “Jim Queen”, de Marco Nguyen e Nicolas Athané, e “Un jeune homme de bonne famille”, de Sébastien Lifshitz, ambos apresentados na secção Panorama. Já “Hélène trésore transnationale”, de Judith Abitbol, e “Pédale rurale”, de Antoine Vazquez, integram a secção Resistência Queer.
A programação inclui também um momento de encontro com o público em torno de “La conscience politique”, de Léolo Victor-Pujebet. Depois da projeção está prevista uma conversa com o realizador, Geoffroy de Lagasnerie e com António Guerreiro.
O festival não esquece, porém, a história do cinema. A retrospetiva “Reconquérir les futurs: le cinéma queer se regarde dans le miroir” recupera, entre outras obras, “L’homme blessé”, filme de Patrice Chéreau lançado em 1983, e “Orlando”, de Sally Potter, coproduzido por vários países, entre os quais França.
Segundo o Institut français du Portugal, vários realizadores poderão ainda deslocar-se a Lisboa para acompanhar a apresentação dos seus filmes e encontrar-se com o público. Algumas dessas presenças continuam, por enquanto, por confirmar.
O Queer Lisboa decorre até 26 de setembro, em Lisboa.







