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O PSD propôs ontem ao Governo quatro medidas para travar a propagação da Covid-19 no interior do país, como “reforçar a vigilância e o controlo” das medidas do estado de emergência em época de férias da Páscoa.

Em comunicado, os sociais-democratas afirmam-se preocupados com “os riscos” acrescidos com a previsível deslocação de pessoas, durante a Páscoa, ao interior, que “até agora, com algumas exceções, tem sido poupado ao avanço galopante da epidemia”.

O interior do país vai, segundo se lê no comunicado, “ser confrontado com um agravamento do número e focos de contágio, não só nos inúmeros lares residenciais que acolhem os mais idosos e vulneráveis, mas em todo o território, em particular nas pequenas vilas e aldeias onde reside uma população envelhecida e com dificuldades acrescidas de acesso aos serviços e cuidados de saúde”.

O PSD propõe uma “campanha de sensibilização”, em colaboração com Municípios e Juntas de freguesia, desencorajando a visita a quem pretenda visitar essas regiões interiores, sejam emigrantes ou pessoas oriundas das grandes cidades do país.

A segunda medida passa por “preparar as forças de segurança” dos territórios do interior para exercerem, “simultaneamente, uma ação pedagógica junto das populações e reforçar a vigilância e o controlo da observância das medidas” do estado de emergência, decretado pelo Presidente da República.

O PSD sugeriu ainda “reforçar os meios de controlo sanitário nas fronteiras e aconselhar o isolamento profilático dos cidadãos regressados de regiões com elevados níveis de infeção”.

Por último, propõe-se “sensibilizar os municípios envolvidos para a necessidade de equacionar, se necessário e possível”, adotarem “planos de emergência municipal, contendo medidas específicas para prevenir os riscos associados aos fluxos populacionais”.

No comunicado, os sociais-democratas assumem que estas medidas são uma tentativa de “encontrar alternativa” à decisão das “entidades regionais de saúde do Nordeste Transmontano e do Algarve” que “tinham imposto quarentenas obrigatórias a todos os emigrantes recém-chegados às aldeias destas zonas” e que a Direção-Geral da Saúde (DGS) revogou na sequência de uma recomendação da provedora de Justiça.

“Na impossibilidade de manter e alargar esta medida, importa, pois, encontrar alternativas para reforçar a prevenção e combater o risco de contágio e progressão da epidemia do covid-19 no interior, provocado pelo regresso extemporâneo de um elevado número de residentes não permanentes durante o período pascal”, lê-se no comunicado.

 

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