A artista Cuca Roseta cantou na Sala Vasco de Gama, em Valenton, numa noite de Fados organizada pela Rádio Alfa, e em particular pelo programa “Só Fado” e pela associação «A la découverte du Portugal».
O público presente ficou encantado com uma noite especial como nos explicou Odete Fernandes, animadora do programa Só Fado: “Foi uma noite particular porque abrimos com o grupo Desfado, que não é fado, mas que é cantado com uma voz de fado, e depois tivemos a Cuca Roseta que é uma das figuras incontornáveis do fado atual. Cuca Roseta canta temas tradicionais mas de uma forma moderna, é uma artista completa, que faz viajar o fado pelo mundo inteiro”.
LusoJornal teve a oportunidade de conversar com Cuca Roseta.
A sala estava repleta para o seu concerto, qual foi o sentimento?
Fico muito feliz em ver as pessoas estarem presentes para o meu concerto. Acho que quando se sonha, nunca se sonha tão alto. As minhas expectativas nunca foram tão altas. Eu quero que as pessoas sintam algo quando ouvem a minha música, que as toquem, que as reconfortem ou até que as façam refletir sobre a vida. É maravilhoso.
Como vê a Comunidade portuguesa?
É muito diferente quando venho aqui a Paris porque esta Comunidade recebe-nos com muito carinho. É por isso que gostamos muito estar em Paris, e trazer este nosso Portugal a quem tem saudades. Isso dá-nos uma grande emoção. Tenho muitos amigos a viverem fora de Portugal e eles próprios admitem que estando fora valorizam mais Portugal, a nossa cultura e o fado porque quando ouvem, sentem esta nostalgia, esta saudade. Recordam-se das raízes. Por isso gostamos muito de poder levar Portugal para fora, principalmente àqueles que o valorizam mais.
A Cuca Roseta tem um estilo próprio…
O fado nunca é igual. Eu costumo dizer que o fado, quando é verdadeiro, é como uma impressão digital de quem o canta, contando um pouco a experiência de vida de quem o canta. O meu fado é um fado que posso dizer de momentos alegres, mas também com uma profundidade e uma paixão muito grande. Tudo isso faz parte da minha personalidade.
O seu sonho era ser fadista?
Estudei direito, estudei marketing, licenciei-me em psicologia, comecei a estudar antropologia, fiz muitas coisas, mas sempre a cantar o fado. Acho que sou quem sou a cantar o fado, nasci para isto. Quando era nova ainda não tinha essa certeza. Tem sido espetacular cantar fado, conhecer novos países, e ter estas experiências. Quando temos um dom, temos de pô-lo em prática e sermos o instrumento de uma mensagem. E eu é no fado que consigo fazer tudo isto. O meu sonho desde criança era cantar, simplesmente.
Há países que a marcaram?
Três países marcaram-me além de Paris: a Índia com Goa, a China e a Geórgia com Tbilisi. Eles adoram o fado na Índia, é incrível. Na China e em Tbilisi, fui a primeira a fadista a atuar. É incrível tocar pessoas com a nossa música apesar delas não compreenderem a língua.
Novos projetos?
Estou a preparar um novo álbum que deverá sai no final deste ano ou no princípio do próximo.
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Bom Dia.
Eu dirijo uma associação de Artesãos e de produtores de produtos locais.
Representamos mais de 800 Artesãos de varias partes do País, quer da área alimentar ou não alimentar.
Temos tido um trabalho muito selectivo na representação das Artes e Ofícios de portugal, principalmente nos Países da Europa Comunitária e outros Países, fora da comunidade.
É nosso propósito , dar uma imagem de excelência dos produtores Portugueses e dos seus produtos.
São nossos associados, exclusivamente os produtores artesanais e de produtos locais.
Gostaríamos de poder colaborar em iniciativas de promoção dos produtos Portugueses de qualidade, junto das varias comunidades Portuguesas no Mundo.
Os nossos melhores cumprimentos
João Amaral