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Cultura

 

 

A 11ª edição do Festival de História da Arte, que decorre na cidade de Fontainbleau, na região de Paris, vai decorrer entre 03 e 05 de junho, tendo Portugal como país convidado e o “Animal” como tema, anunciaram ontem os organizadores.

O programa da edição deste ano vai contar com mais de 300 eventos gratuitos e mais de 300 convidados, entre os quais se incluem os portugueses Miguel Branco, Luís Miguel Cintra, Maria de Medeiros e Teresa Villaverde.

O Festival de História da Arte é uma iniciativa do Ministério francês da Cultura organizada pelo Instituto Nacional de História de Arte e pelo Palácio de Fontainebleau, onde decorrerá a iniciativa.

O IHA – Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa participa este ano na organização do evento, que procurará dar a conhecer o panorama das artes visuais em Portugal.

Segundo a página oficial do festival, vão estar presentes “muitos convidados prestigiados do mundo artístico, académico, museológico e cinematográfico”, para “abrir o maior número possível de portas à cultura portuguesa”.

“Entre a rica delegação de oradores encontram-se Teresa Villaverde, Ângela Ferreira, Nuno Cera, João Onofre, Miguel Branco, Luis Miguel Cintra e Maria de Medeiros, assim como Eduardo Souto de Moura, arquiteto de renome mundial e Prémio Pritzker, e Pedro Cabrita Reis, artista visual que faz tudo”, acrescenta.

O festival vai procurar também ser um “instrumento de perceção e reflexão sobre as questões mundiais”, num momento em que “a descolonização e os intercâmbios interculturais estão no centro do debate”.

Antigas colónias como o Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde estarão assim no centro das discussões dentro de numerosos temas relacionados, por exemplo, com o antigo império marítimo português, o período do Estado Novo ou as lutas que permeiam a arte contemporânea.

Os organizadores do festival destacam que sendo Portugal um dos destinos turísticos mais populares do momento, “nunca deixa de surpreender os visitantes com o seu rico património e cultura”, porque apesar da sua diversidade, “a sua expressão artística continua a lutar para se dar a conhecer em França”, mesmo havendo “fortes laços históricos entre as duas nações”.

O festival está divido por secções – cinema, exposições e instalações, atualidade sobre o património, feira de livros e revistas de arte, entre outras – e ao longo dos três dias são organizadas atividades como visitas, oficinas, espetáculos e encontros entre profissionais do setor das artes e património, indica o Instituto de História da Arte da Nova, também na sua página de Internet.

Serão igualmente promovidos encontros entre estudantes para um momento de partilha em torno da atualidade em História da Arte, acrescenta. “A integração de alunos no programa, quer como público quer como palestrantes, é um dos objetivos do festival há vários anos. Neste sentido, o programa de 2022 permite que os estudantes sejam os protagonistas, promovendo as competências adquiridas através da sua formação, ao mesmo tempo que lhes apresenta um leque de oportunidades profissionais que se abrem após os seus estudos”, destaca a informação da universidade portuguesa.

O “Animal” foi o tema escolhido para esta edição, como um convite “a repensar, em vários aspetos e de acordo com abordagens interdisciplinares, a questão do lugar e condição dos animais na história do mundo”, mas também na arte, segundo os organizadores.

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