Festival Métis dedicado a Portugal e à lusofonia arrancou ontem na Seine Saint Denis

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O Festival Métis arrancou ontem à noite, com Ana Moura e António Zambujo, no departamento de Seine-Saint-Denis, nos arredores de Paris, e vai mostrar a música lusófona em França, até setembro, com nomes como Carminho e Tito Paris.

“A ideia do Metis é ir ao encontro das tradições musicais dos habitantes do nosso território de Seine-Saint-Denis, Portugal nunca tinha sido destacado e era a altura de corrigir este vazio”, disse a Diretora do Festival Métis, Nathalie Rappaport, em declarações à Lusa.

Seine-Saint-Denis está situado às portas de Paris e é um dos departamentos com a população mais jovem, em França. Pela proximidade à capital, é também um dos lugares na região onde vivem mais portugueses e, este ano, as autoridades locais quiseram concentrar-se na música lusófona para a 17ª edição do festival. “Há muitos habitantes de origem portuguesa em Saint Denis, Stains e Pierrefite. É uma maneira de entrar em contacto com o nosso público. Claro que queremos ir ao encontro das preferências da comunidade portuguesa, mas também sensibilizar o resto da população para esta sonoridade”, referiu a organizadora.

Assim, o festival arrancou ontem com um concerto em dueto entre Ana Moura e António Zambujo, na catedral de Saint Denis, onde estão sepultados todos os reis e rainhas franceses, continuando depois em julho e setembro, nos parques do departamento.

Entre alguns dos nomes que vão passar pelo Métis estão também Carminho, Tito Paris, Teresa Salgueiro, Teófilo Chantre e Yamandu Costa.

“Há vozes excecionais. Nós trabalhamos muito com vozes líricas no Festival e é sempre impressionante ver vozes assim, na música popular. E há também uma grande emoção. É uma música que nos toca e, na saída desta pandemia, mesmo se há um lado melancólico, é uma música com uma mensagem de esperança”, disse Rappaport sobre a música lusófona.

O festival deveria ter começado originalmente em maio, mas devido às restrições contra a Covid-19, a organização decidiu adiar o início do evento para junho, não havendo agora recolher obrigatório a respeitar e estando os números da pandemia controlados.

A maior parte dos concertos vai acontecer ao ar livre e têm entrada gratuita.

 

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LusoJornal