Francês Anas Kataya nega ter matado estudante no Porto

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O jovem francês de 22 anos, Anas Kataya, que está desde esta manhã a ser julgado no Porto acusado de matar um estudante em 2021, disse que nada tem a ver com o crime e nunca viu a vítima.

Anas Kataya contou que nessa noite se deslocou com amigos para uma discoteca na zona de Passos Manuel, na baixa, afirmando que ele é que foi alvo de uma agressão e de uma tentativa de agressão, envolvendo outras pessoas, e não Paulo Correia, 23 anos, que foi basquetebolista do Guifões Sport Clube, concelho de Matosinhos, distrito do Porto.

“Se não teve intervenção nos factos que aqui estão a ser julgados, porque é que não disse logo, após a detenção, que era inocente, que a detenção era ilegal, injusta, que era um erro da justiça, que tudo de que era acusado é falso e que deviam procurar quem fez? É instintivo, quando alguém é inocente, procurar defender-se”, questionou a juíza presidente Isabel Monteiro.

Na resposta, o arguido, estudante de medicina dentária e que se encontra em prisão preventiva desde 11 de outubro de 2021, explicou que, tanto a advogada, oficiosa, que o acompanhou à Polícia Judiciária, como uma segunda que contratou para estar com ele no primeiro interrogatório judicial, o aconselharam “a não falar”, pois isso “poderia prejudicá-lo”.

“Como é que acata uma coisa dessas?”, voltou a questionar a presidente do coletivo de juízes.

Segundo a versão do arguido apresentada hoje em julgamento, num primeiro momento, quando ele e outros dois amigos se encaminhavam para a discoteca, junto ao Coliseu do Porto, deparou-se com um grupo “bastante agitado”, com um dos elementos – de cabelo grande e com rabo de cavalo – a gesticular para ele, “com os punhos levantados e em posição de luta”.

De acordo com o arguido, esta pessoa dirigiu-se para ele e disse a palavra “matar” e tentou agredi-lo, com o arguido a responder, sem, no entanto, o atingir.

O segundo episódio de violência relatado por Anas Kataya aconteceu mais tarde, quando um outro jovem, que vestia um pulôver azul, sem o arguido contar e sem perceber as razões, o agrediu com “um soco no olho direito”.

Em resposta, o arguido declarou que também acertou com “um murro” no suposto agressor, e que, posteriormente, cada um seguiu o seu caminho.

Para o Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), o jovem de pulôver azul é a vítima mortal, Paulo Correia.

Confrontado com as fotos do INML, o arguido assumiu desconhecer aquela pessoa, sublinhando que não foi com essa com quem se envolveu fisicamente.

O julgamento prossegue esta tarde.

 

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LusoJornal