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Cultura

 

Os criadores Miguel Fragata e Inês Barahona estrearam esta quinta-feira, em Lisboa, um espetáculo que em março contará com uma versão francesa em estreia no Théâtre de la Ville, em Paris, e que quer pôr as crianças a pensar sobre alterações climáticas, mas que os levou também a mudar a forma como vivem e trabalham.

Miguel Fragata e Inês Barahona, fundadores da companhia teatral Formiga Atómica, estreiam no LU.CA – Teatro Luís de Camões a peça “O estado do mundo (quando acordas)”, que fará parte de um díptico de espetáculos sobre a crise climática e a presença dos humanos no planeta.

“Teremos um segundo espetáculo, que só deverá estrear em 2024, com uma pesquisa mais aprofundada e mais ampla, com mais tempo e com mais hipótese de encontros, de relação com as pessoas, pelo país. Será de maior porte e para adultos”, explicou Miguel Fragata à Lusa.

“O estado do mundo (quando acordas)” é um monólogo protagonizado pelo ator Edi Gaspar, que em palco está acompanhado de uma esfera gigante, semelhante a um meteorito, e uma tela de projeção também ela redonda.

É dentro da esfera e em redor dela que o ator recorre a uma parafernália de objetos do quotidiano, e a uma câmara de filmar, para entrelaçar as histórias de crianças em diferentes territórios do planeta, todos elas profundamente marcadas pelas consequências da poluição e das alterações climáticas.

Do ponto de vista cénico, Miguel Fragata, que assina a encenação, queria pôr em prática a noção de dimensão das catástrofes gigantescas – como inundações, incêndios e desflorestação, com uma escala em ponto pequeno, recorrendo a cenários, brinquedos e outros adereços em miniatura. “É nas histórias que está a chave para nos entendermos”, afirma Miguel Fragata, sublinhando a intenção de que as crianças devem ser convocadas e implicadas nas decisões futuras do planeta.

 

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