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Pela vida eu andei
Já fui o que não posso ser,
Já vivi o que não posso viver.
Pela vida andei só e perdido,
Num mundo que foi sempre proibido!
Suportei imensas e dolorosas dores
Amei um milhão de beijos e belos amores
Escrevo nestas linhas o que penso no momento,
Como se fossem lágrimas de um pescador sem tempo…
Mas esse tempo passa por nós sem que o possamos agarrar,
Como se tratasse de uma colisão entre a terra e o mar.
Tentei várias vezes voltar para atrás, mas sem convicção,
Só posso fazê-lo nas letras, no pensamento e no coração.
Sou como um estrangeiro nesta cidade,
Com um olhar que vê e admira a suposta liberdade…!
Sinto o vento que passa pelos meus dedos,
Vi que com ele foram todos os meus medos.
Por aqui fiquei nesta teia de interesses e burocracia,
Um dia partirei como o vento, mas ficará a minha poesia.
Já fiz de tudo um pouco neste mundo em que me perdi,
Até já bebi as próprias lágrimas que saíram do fundo de mim.
Já pensei e escrevi que amo o meu viver,
Mas nunca escrevi como vou morrer…
Mesmo se um dia eu andar por aí moribundo,
Acordem-me desse sonho e digam-me!…
Que tudo já vai melhor neste nosso mundo…!!!
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