Apaga a Luz
Apaga a luz, amor,
Apaga a luz!
Para te ver
E, com as minhas mãos, antever
As ondas do teu corpo predisposto,
Onde coabito, onde pernoito.
Onde transito, onde hesito…
Apaga a luz, amor,
Apaga a luz!
Para crer
As minhas mãos não querem luz
Para medir a distância
Entre tu e eu, a retroceder.
Apaga a luz, amor,
Apaga a luz!
Para passear a mente
Na tua mente dolente
Para ser somente
Outra,
Para ser diferente.
Apaga a luz, amor
Apaga a luz!
Para expandir um eu contigo
E conseguir;
Para ler o teu rosto descomposto
E nele adivinhar o que é suposto.
Apaga a luz, amor,
Apaga a luz,
Porque o amanhecer constrangedor,
Leva-te ao certo
E eu, fico nua na alma
E o coração deserto.
Para que a noite seja o meu dia,
Apaga a luz, amor, apaga a luz.








Une poésie pleine de sensibilité. Émouvant. Merci.