
Aurélio Pinto, antigo Presidente da Coordenação das Coletividades Portuguesas de França (CCPF), morreu na quarta-feira da semana passada, 9 de setembro, aos 82 anos, nas Caldas da Rainha. Durante várias décadas, esteve ligado ao movimento associativo, aos meios de comunicação e à vida política da Comunidade portuguesa em França.
Figura conhecida da Comunidade portuguesa em França, Aurélio Pinto presidiu durante dois mandatos à Coordenação das Coletividades Portuguesas de França (CCPF), uma das estruturas que durante vários anos reuniu e representou uma parte importante do movimento associativo português no país.
Foi durante os seus mandatos que o Festival de Teatro Português em França nasceu e se desenvolveu, tendo alçado uma reputação internacional.
Uma vida ligada à Comunidade portuguesa
Mas o percurso de Aurélio Pinto não ficou apenas pelo movimento associativo. Engenheiro informático de profissão, trabalhou na Peugeot, esteve também ligado à comunicação social portuguesa em França. Passou pela rádio Portugal FM e pelo jornal Encontro e foi ainda responsável pela comunicação da Galeria de Arte Portugal Presente (GAPP), projeto que desenvolveu juntamente com a mulher, Maria Fernanda Pinto.
Aurélio Pinto teve igualmente uma longa participação na vida política portuguesa em França. Militante do Partido Socialista, foi Secretário-Coordenador da Secção de Paris do Partido Socialista português.
O antigo dirigente associativo, em abril 2024, foi uma das 50 personalidades escolhidas pelo fotógrafo Mário Cantarinha para a iniciativa “25 de Abril: 50 anos / 50 testemunhos”, publicada pelo LusoJornal.
Nesse testemunho, Aurélio Pinto recordava que já vivia em França há dez anos quando aconteceu a Revolução dos Cravos. Tinha emigrado em 1964 e descrevia o 25 de Abril como o momento em que se abriram as portas que durante décadas estiveram fechadas aos Portugueses. Terminava o texto deixando uma pergunta sobre o futuro do país: “para onde vais meu país?”
Aurélio Pinto perdeu a mulher, Maria Fernanda Pinto, em janeiro de 2020. Os dois partilharam durante décadas vários projetos ligados à cultura e à Comunidade portuguesa em França.






