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Claro que há quem vá encontrar mil razões para ficar sentadinho, no próximo fim de semana, e não ir votar para o Parlamento Europeu. Vão encontrar sobretudo mil desculpas. Porque não há razão nenhuma para não votar.

A Democracia pode não ser o modelo perfeito, mas até que surjam outras propostas, ainda é aquele que nos dá, a nós eleitores, algum poder de decidir. Há pessoas que morreram em defesa dos valores democráticos. Pensem nisso.

Os Portugueses são, por natureza, uns queixinhas. Estamos sempre a lamentar. Basta ir a Portugal: um diz que lhe dói as costas, outro diz que a vida está difícil, outro ainda queixa-se dos árbitros de futebol, mais adiante queixam-se dos Ministros, dos Deputados, dos médicos, dos juízes… pior, só mesmo no Muro das Lamentações.

Os Franceses – também é sabido – são uns respostudos, por tudo e por nada entram em greve, manifestam… parece que este país está constantemente em manifestação. Basta ouvir os media e passear pelo triângulo entre Nation, Bastille e République, na cidade de Paris, para perceber a agitação quase permanente.

Os Portugueses de França são uma mistura destes dois comportamentos. Queixam-se muito, são respostudos, mas na hora de votar, é estranho… deixam-se ficar sentadinhos no sofá de casa, em frente da televisão ou preferem ir jogar à Pétanque com os amigos!

Mas de que serve queixarem-se, se na altura em que têm o dever de dizer o que pensam e escolher o futuro que querem, esquivam-se?

Ouço, por aqui e por ali, muita gente dizer que “são todos iguais” e por isso decidem não votar. Quem diz isto só pode ser por má fé, por ignorância, ou por preguiça de tentar saber o que pensam os candidatos. Como é sabido que os Portugueses são trabalhadores e eu não acredito que sejam mais tolos do que a média geral, deduzo então que é mesmo por má fé.

Os candidatos não são todos iguais. As forças políticas contam, as opiniões ideológicas prevalecem. Tenho a certeza que cada um de nós sabe por quem tem mais afinidade.

E eu estou longe de dizer aqui por quem devem votar. Porque não me quero meter nisso, cada um vota em quem bem entender. Mas peço que votem! Que existam!

Muitos Portugueses, aqueles que têm um Cartão do Cidadão, com morada em França, podem votar para os candidatos portugueses. Basta ir ao Consulado de Portugal e pode votar durante dois dias, no sábado e no domingo.

Claro que ninguém vai fazer 200, 300, 500 quilómetros para votar. Claro que não. Esses estão, naturalmente, perdoados. Mas quem mora na região parisiense, por exemplo, não tem qualquer desculpa. Tanto mais que tem dois dias para votar, mais do que os Franceses que apenas votam no domingo. Só não vota quem não quer.

Muitos Portugueses decidiram votar em França, inscreveram-se nas Mairies para votar em França. É o meu caso. Esses então é que não têm qualquer desculpa. Votam nos candidatos franceses e tendo em consideração o número de listas que disputam a eleição, a escolha é bem variada.

Se isto não chega para convencer, podemos lembrar que Portugal já foi um país que viveu em ditadura, em que não era possível votar, não era possível dizer o que nos passava pela alma, e as decisões eram tomadas por meia dúzia de pessoas à volta do então Presidente do Conselho. Nós sabemos o resultado: os Portugueses sabiam que a situação não estava boa, sabiam que viviam na miséria, mas durante quase 50 anos tiveram de aguentar um regime, precisamente porque não podiam manifestar – através do voto – o desacordo.

Passa-se com a Europa, precisamente aquilo que se passa com os nossos países. Temos de ser nós a decidir.

E decidir, é escolher os Deputados que nós quisermos.

Vamos Acordar Portugueses?

 

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