Lusa | Mário Cruz

Plataforma criada por Jorge Sampaio vai ser replicada em França

[pro_ad_display_adzone id=”37510″]

 

A Plataforma Global para o Ensino Superior, criada pelo antigo Presidente da República Jorge Sampaio, inicialmente para ajudar estudantes sírios, vai ser replicada num modelo euro-mediterrânico, envolvendo 10 países, entre os quais a França, e ajudando 300 estudantes em três anos.

Em entrevista à Lusa, a Secretária-geral da Plataforma adiantou que se trata de uma “via verde para o ensino superior nas emergências” e que o projeto, apesar de ter vindo a ser trabalhado nos últimos anos, só recentemente foi apresentado à União para o Mediterrâneo (UpM).

Segundo Helena Barroco, o projeto foi aceite e adotado pelos 42 países que compõem esta organização intergovernamental, que junta os 27 Estados-membros da União Europeia e outros 15 países das costas sul e leste do mediterrâneo, na promoção do diálogo e da cooperação, o que significou um “passo muito importante”.

“Que o projeto tenha sido adotado por 42 países significa que tem mérito, tem sentido e é oportuno”, sublinhou a Secretária-geral da Plataforma, acrescentando que desta forma é possível implicar mais as instituições europeias que são parte do processo da UpM e daí “tentar algum contributo financeiro”.

De uma forma simplificada, trata-se de alargar à França o que tem vindo a ser feito em Portugal desde 2013 e que permitiu que cerca de 300 estudantes, oriundos de países em situações de emergência ou afetados por conflitos ou crises humanitárias, acedessem ao ensino universitário através de uma bolsa de estudos.

Para já é ainda um projeto-piloto, e faltam os 7,5 milhões de euros orçamentados para o seu arranque, mas o trabalho que está em marcha é com o objetivo de o conseguir pôr a funcionar “tão cedo quanto possível”.

Para além de Portugal e da França, os 10 países que estão juntos neste mecanismo de resposta rápida para o ensino superior nas emergências são Espanha, Itália, Polónia, Marrocos, Egito, Jordânia, Líbano e Turquia, cada um para receber 30 estudantes.

O modo de funcionamento deste mecanismo de emergência seria idêntico ao da Plataforma que funciona em Portugal, desde logo no contacto com as universidades para que sejam parceiras e fiquem responsáveis pela atribuição das propinas, enquanto a Plataforma fica responsável pela bolsa de estudos, que inclui uma verba para alojamento, subsidio mensal para cobrir as despesas da vida do estudante, além do material de trabalho, formação linguística ou outras aulas que melhorem as capacidades dos estudantes em responder às necessidades do mercado de trabalho.

 

[pro_ad_display_adzone id=”46664″]

 

LusoJornal