Universidade Aberta e Instituto Camões cooperam no âmbito da Formação para a Docência Digital e em Rede

O Camões, I.P., em colaboração com a Universidade Aberta (UAb), disponibilizou uma edição do curso “Formação para a Docência Digital e em Rede”, coordenado por aquela universidade, para os professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) dos ensinos básico, secundário e superior. O objetivo é de “proporcionar aos docentes da rede EPE oportunidades de formação num domínio que a situação de emergência trouxe para a primeira linha da sua ação e que não deixará, certamente, no futuro de estar mais presente na sua atividade”.

o momento inicial de suspensão das atividades letivas presenciais foi feita uma primeira formação de curta duração, disponibilizada pelo Instituto Camões com mais de 600 inscrições. “O presente curso constitui mais uma iniciativa nesse propósito de apoio aos docentes no desenvolvimento das suas competências de ensino a distância, demonstrando as 247 candidaturas recebidas o interesse que os docentes têm nestas matérias e o empenho que colocam na sua autoformação” diz uma nota do Camões enviada ao LusoJornal.

O curso de Formação para a Docência Digital e em Rede, com a duração de 25 horas, é ministrado na plataforma formativa da Universidade Aberta por formadores dessa instituição, sendo acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua. O Camões I.P. assegura os custos de participação para os professores da rede EPE.

Ao longo das três semanas previstas de formação, serão abordados os seguintes temas: Educação e Comunicação Online e Modelos Pedagógicos Virtuais (8 horas); Plataformas e Tecnologias Digitais Online (10 horas); e-Atividades de Aprendizagem e Avaliação Digital (7 horas).

 

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1 Comment Deixe uma resposta

  1. Instituto Camoes cada vez mais à distância
    O acima citado Instituto, responsável pela desaparicao de mais de 50 % do sistema de Ensino Português no Estrangeiro, continua lamentavelmente a fazer valer os seus incríveis méritos com mais um curso para que os professores do sistema aprendam a dar aulas à distância aos alunos que cada vez sao menos e que certamente continuarao a diminuir se as circunstância atuais se mantiverem.
    No EPE,cerca de 80% da populacao escolar é constituída por alunos de 1° e 2° ciclo, portanto entre os 6 e 11 anos de idade, demasiado jovens para utilizarem as ferramentas de ensino à distancia e, pedagogicamente,nao capacitados para terem aulas digitais, mesmo que a tenham em casa, o que em muitos casos nao sucede.
    Contrariamente ao que muitas vezes se pensa em Portugal, os portugueses no estrangeiro nao sao todos ricos….
    Ninguém aprende a ler e a escrever através da televisao ou do écran do computador.Quanto mais jovem o aluno, mais imprescindível é o ensino presencial.Mas a triste verdade é que o Instituto Camoes nao está vocacionado para o ensino da língua de origem às criancas e jovens lusodescendentes, apenas lhes interessa o Português para estrangeiros e o ensino para adultos.
    Uma instituicao que, vergonhosamente e contrariando os princípios constitucionais, concede ensino gratuito da Língua Portuguesa a alunos estrangeiros e exige pagamento de propina anual aos alunos portugueses já há muito que deveria ter sido questionada quanto a este procedimento.
    Mas, infelizmente e talvez de boa-fé, muitos professores continuam a implorar aos pais que inscrevam os filhos e paguem a propina, pois senao perderao os seus postos de trabalho.
    Porém já desde marco que nao há aulas presenciais, nao está previsto que este ano letivo volte a haver e o próximo é uma incógnita total.Alguns pais já comecaram a questionar o pagamento das aulas que nao tiveram e que nao sabem quando voltam a ter.
    Quanto ao otimismo da Ex.ma Sra SECP , é claramente exagerado e talvez ocasionado pela sua inexperiência no terreno. Mesmo acreditando que tenha havido apenas menos 20% das inscricoes, como o sistema já perdeu 50% dos alunos desde 2011, a perca total cifra-se em 70%, ou mais ainda, porque, certamente, se as aulas presenciais nao voltarem a ter lugar no próximo ano letivo, em salas pagas pelo Instituto Camoes, porque é já certo que as escolas locais nao as cederao,muitas das inscricoes atuais serao retiradas.
    E sem alunos, a formacao em técnicas de ensino à distância de nada servirá aos professores, porque apenas com alunos de 3° ciclo e ensino secundário nao haverá trabalho para todos.

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