Para mim, o 25 de Abril representa o fim de 48 anos de fascismo, repressão, escuridão, miséria e falta de liberdade, mas também o fim da sinistra Guerra colonial e a independência dos povos africanos, e particularmente a democracia e a liberdade de um povo unido com os Capitães de Abril.
Em abril de 1974, vivia em Nantes, trabalhava nos Estaleiros navais de Nantes-St Nazaire, era responsável sindical da CFDT. A notícia da Revolução foi-me comunicada por um companheiro do Sindicato na manhã do dia 25 de abril. Foi um momento de alegria e de felicidade.
No fim do mês de maio de 1974, organizei em Nantes uma reunião dos democratas portugueses daquela região para mobilizar a Comunidade e apoiar a Revolução dos cravos.
Para mim, hoje o 25 de Abril representa a esperança de um povo, que mesmo “esmagado” pelas medidas da Troika e do Governo, continua a lutar por uma vida melhor, pela dignidade e pela liberdade.
Manuel Dias
Sociólogo, Coletivo Aristides de Sousa Mendes
Testemunho recolhido para o LusoJornal, no quadro da Exposição sobre os 40 anos do 25 de Abril, do fotógrafo Mário Cantarinha, publicado na edição em papel do LusoJornal de abril de 2015.
[pro_ad_display_adzone id=”37510″]







