LusoJornal | António BorgaSecretário de Estado das Comunidades quer uma “comunidade económica dos portugueses”_LusoJornal·Empresas·6 Fevereiro, 2026 O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, evocou ontem a ambição de criar uma espécie de “Comunidade económica dos portugueses” ao reforçar as ligações económicas entre Portugal e a diáspora portuguesa. Esse é o objetivo da iniciativa “Portugal Nação Global”, onde vai juntar empresários e autarcas para promover novas oportunidades de investimento e parcerias em Portugal, revelou o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, durante um evento ontem na Embaixada de Portugal em Londres. O evento, que está programado para 29 e 30 de abril em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, vai começar “pelo mundo dos negócios”, reunindo empresários portugueses de sucesso radicados em vários continentes, nomeadamente nos Estados Unidos, Canadá e Brasil, onde operam com volumes de negócios “astronómicos”. O Governante está a desafiar Embaixadores, Cônsules e Câmaras de comércio a sinalizar empresas e investidores da diáspora com interesse em estreitar relações económicas com Portugal. O programa prevê encontros B2B [business to business] entre empresas portuguesas e empresários da diáspora, organizados em reuniões curtas de cerca de 15 minutos para troca de contactos e identificação rápida de oportunidades de negócio. Numa segunda parte, Presidentes de Câmara de todo o país terão um palco e um ‘pitch’ de cinco minutos para apresentar projetos e oportunidades de investimento nos respetivos municípios. Emídio Sousa disse que o encontro pretende romper com uma atitude derrotista do país e promover “um Portugal que se afirma, que vai à luta e não se resigna”. O Governante considera que as Comunidades portuguesas devem ser vistas “de uma maneira diferente”, como parceiros estratégicos do desenvolvimento económico, social e territorial de Portugal. No futuro, adiantou, pretende alargar o evento a professores, academia, escritores e agentes culturais, aproximando também o país da sua diáspora intelectual e criativa.