
Fernando Manuel de Barros Gonçalves vai passar a ser o novo Chefe de Chancelaria e Contabilidade do Consulado-Geral de Portugal em Lyon a partir do dia 1 de julho. A nomeação foi publicada esta manhã no Diário da República, depois de cumpridas “todas as formalidades legais inerentes ao procedimento concursal tendente ao provimento do cargo de Chefe de Chancelaria e Contabilidade do Consulado Geral de Portugal em Lyon” lê-se no Despacho do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Fernando Gonçalves foi designado, em regime de comissão de serviço, pelo período de três anos, renovável por iguais períodos, garante o Secretário-Geral do MNE, Francisco Ribeiro Telles.
É Licenciado em Biologia (1985) e Mestre em Ecologia Aplicada (1996) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e é atualmente Técnico Superior da Administração Central do mapa de pessoal do ICNF, I. P., desde 11 de setembro de 2024.
O próximo Chefe de Chancelaria e Contabilidade do Consulado Geral de Portugal em Lyon já foi Conselheiro Social na Embaixada de Portugal em Berlim, na Alemanha, Conselheiro Social na Embaixada de Portugal em Otava, no Canadá, Conselheiro Social no Consulado-Geral de Portugal em Toronto, também no Canadá, e exerceu várias outras funções em Portugal e em instituições portuguesas.







O Consulado-Geral de Portugal em Lyon funciona há mais de 15 anos , que me lembro, sem Chefe de Chancelaria e, ao que consta, nunca colapsou, penso ser um dos melhores em França.
Os portugueses continuaram a ser atendidos, os documentos emitidos e o mundo não acabou. Mas, de repente, descobriu-se uma urgência absoluta em criar mais um lugar confortável na máquina do Estado.
E eis que chega um especialista vindo do ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas — formado em Biologia. Ficamos então curiosos: vem tratar da contabilidade consular ou estudar a fauna administrativa portuguesa em ambiente protegido?
Depois de passagens de poucos anos por vários consulados e embaixadas, aparece agora Lyon, talvez para aquela última missão patriótica tão comum na administração pública: acrescentar mais uns tostões ao cálculo da reforma, uma vez que no mundo da net diz ter 64 anos.
Claro que tudo isto será certamente pura coincidência e nada terá a ver com amizades políticas ou redes partidárias. Em Portugal, especialmente quando aparecem nomes próximos do PSD, sabe-se bem que o mérito aparece sempre milagrosamente no momento certo.
Entretanto, os portugueses de Lyon continuarão provavelmente a fazer o que já faziam antes: usar um consulado que funcionava perfeitamente sem esta súbita “necessidade estratégica”. Tenho dito!