
No Evangelho deste domingo, Jesus resume toda a Lei em dois amores que não podem ser separados: o amor a Deus e o amor ao próximo. Não basta dizer que amamos Deus se depois somos indiferentes diante de quem vive ao nosso lado. Do mesmo modo, o amor pelos outros encontra em Deus a sua raiz mais profunda.
Mas Jesus acrescenta uma medida importante: «Amarás o Senhor teu Deus, e o teu próximo COMO A TI MESMO». Para amar verdadeiramente os outros, precisamos também de aprender a olhar para nós próprios com misericórdia, a aceitar os nossos limites e a reconhecer o bem que Deus colocou em nós. Quem vive constantemente em conflito consigo corre o risco de levar essa mesma dureza para as relações.
O Evangelho recorda-nos que o amor deve abraçar Deus, os outros e também nós próprios. Amar é dar tempo, escutar, perdoar, cuidar, escolher o bem mesmo quando custa. A nossa fé vê-se não tanto nas palavras, mas sobretudo na forma concreta como amamos todos os dias.




