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Religião

 

Há já muitos anos que a Peregrinação Nacional dos Migrantes Portugueses a Lourdes é organizada durante o fim de semana de Pentecostes. Dentro de algumas horas, centenas e centenas de Portugueses rumarão até aos Altos Pirenéus e testemunharão o seu carinho e a sua devoção a Nossa Senhora. Mas os peregrinos Portugueses não serão os únicos a visitar aquele lugar sagrado. No próximo domingo, a famosa Basílica subterrânea assemelhar-se-á um pouco à praça de Jerusalém na manhã de Pentecostes. Talvez não tenhamos a presença de habitantes da Mesopotâmia, da Judeia ou da Capadócia, mas fiéis de inúmeras nacionalidades reunir-se-ão junto ao altar-mor para celebrar a Eucaristia e agradecer a Deus o dom do Espírito Santo.

A Igreja Católica é uma comunidade multicultural e plurilingue! Graças ao fenómeno migratório, cada vez mais paróquias se deparam com a realidade concreta de uma assembleia heterogénea: onde antigamente preponderava uma única cultura, língua e sensibilidade religiosa, agora vemos uma variedade colorida de tradições e costumes, emblema do anunciado renovamento da face da terra.

Porém, o caminho da comunhão na diversidade não é isento de tensões e dificuldades. Por vezes, preconceitos e temores levam alguns a gritar «a igreja é nossa!» ou «nós estávamos aqui primeiro!». Estas frases não são apenas xenófobas: são anti-evangélicas, anti-cristãs.

A solenidade de Pentecostes recorda-nos que a união de todos os povos em Cristo faz parte da missão do Espírito Santo. Recorda-nos que somos chamados a construir pontes; não a levantar muros! Recorda-nos que na Igreja ninguém é estrangeiro, pois todos somos filhos e filhas de Deus.

 

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