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Religião

 

O sacramento da confissão é uma autêntica “escola de humanidade”. Entre outras coisas, aprende-se que alguns fiéis precisam de comparar-se com quem erra: é quase como se tomassem vitaminas para a autoestima!

«Sr. Padre, eu nunca roubei nem matei ninguém!» e dizendo isto, o próprio ego sobe até às estrelas, seguros de não se estar entre os piores do mundo. «Há pessoas bem piores do que eu!». Já viste que sorte? Mas esquecemo-nos que muitos criminosos, ladrões e assassinos, se tivessem nascido no seio da nossa família, se tivessem tido as oportunidades e os apoios que nós tivemos, também não teriam enveredado por maus caminhos ou cometido os crimes com que se mancharam.

A frase que “fecha” o Evangelho do próximo domingo é uma grande provocação para todos nós: «A quem muito foi dado, muito será exigido; a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá». Logicamente, a quem pouco foi dado, pouco será pedido. E há pessoas que nunca receberam nada.

Quanto é duro para um professor “adivinhar” o triste futuro de um aluno, consciente do quão será difícil “salvá-lo” do seu destino… porque ele nasceu naquela família, naquele bairro, naquele ambiente. E que grande alegria (e fonte de inspiração), quando alguém, que apenas conheceu miséria, sofrimento e pecado, emerge de toda essa “lama”, limpo, são e virtuoso. Nós, que recebemos muito, não podemos contentarmo-nos de não fazer o mal. Temos de trabalhar, perseverar, lutar pelo bem! «Feliz o servo a quem o Senhor, ao chegar, encontrar assim ocupado», pois não basta ser medianos: é preciso querer ser santos!

 

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