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Religião

 

«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Esta frase de Jesus, que encontramos nos Evangelho do próximo domingo, leva-nos a suspeitar que a crise vocacional não seja apenas uma realidade do nosso tempo. Pudera! Partir ao “deus-dará”, sem bolsa, nem alforge, confiando apenas na eficácia do anúncio do Evangelho e dependendo inteiramente da generosidade de desconhecidos… é um convite que hoje, tal como ontem, poucos conseguem aceitar. Quais as garantias de que esta viagem não terminará num desastre? Quem nos assegura de que não será tudo um desperdício de tempo e energia?

 

No livro do profeta Jeremias encontramos alguns indícios para uma boa resposta:

«Feliz o homem que confia no Senhor,

Que tem no Senhor a sua esperança.

É como a árvore plantada perto da água,

a qual estende as raízes para a corrente;

não teme quando vem o calor,

e a sua folhagem fica sempre verdejante».

 

O Senhor é a nossa única garantia! E para quem acredita, isso basta: não são necessários outros fiadores! Não é fácil descrever esta realidade… Uma mãe pode tentar explicar à própria filha o que é a maternidade, mas a filha só a compreenderá realmente quando nascer o seu primeiro filho. Podemos tentar descrever a alegria de confiar a própria vida nas mãos de Deus, mas enquanto não tivermos feito essa experiência em primeira pessoa, não poderemos compreendê-la inteiramente.

Não é o peso da “bagagem” (quilos e quilos de cálculos, planos e estratégias…) que assegura um “sim” sereno ou o êxito da viagem. Somente a confiança depositada no Senhor pode garantir uma resposta tranquila e o sucesso da missão.

 

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