
A primeira parte do Evangelho deste domingo é quase um manual para resolver conflitos. Recorda-nos que a Igreja não é perfeita: já no tempo de Jesus havia tensões e desentendimentos.
Jesus apresenta quatro passos de diálogo e correção fraterna, numa ordem crescente, para procurar a reconciliação quando alguém erra e não reconhece o erro. É uma orientação simples e sensata. Infelizmente, o primeiro passo (o mais importante!) é muitas vezes ignorado: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós».
Quantas vezes, diante de um problema, fazemos precisamente o contrário: criticamos pelas costas e falamos com todos, menos com a pessoa envolvida. Porquê? Talvez por cobardia: falar com franqueza exige coragem (e um coração misericordioso). Mas a cobardia não é a única explicação. Infelizmente, também há quem fale dos erros alheios por prazer, alimentando críticas e coscuvilhices.
Irmãos e irmãs, sejamos construtores de paz. Abandonemos o maldizer e a difamação. Corrijamos com discrição, respeito e caridade. Só assim seremos parte da solução. Caso contrário, seremos parte do problema.




