
O Deputado (PSD) eleito pelo círculo eleitoral da Europa, Carlos Gonçalves, disse ao LusoJornal que “Toulouse merece ter um Consulado-Geral” e que “era um desejo da Comunidade portuguesa”.
“Há muitos anos que eu tenho chamado a atenção do meu partido e dos Governos para a situação de Toulouse. Não sei se fui ouvido, ou não, mas que é importante, lá isso é” disse o Deputado, que já foi Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
No entanto, Carlos Gonçalves considera que vai ser necessário mudar de instalações. “As atuais instalações não têm condições para acolher um Consulado-Geral” diz ao LusoJornal. “Mais cedo ou mais tarde, vão ter de mudar” e considera que isso é um ponto positivo. “Nem que fosse por isso, já é importante que o posto tenha passado a Consulado-Geral”.
Para o Deputado social-democrata “Toulouse é uma das cidades mais atrativas de França, não apenas por ter uma grande concentração de portugueses ali residente, mas também pelo polo universitário e pelo ‘cluster’ da aeronáutica, que é importante para Portugal”.
Com a “promoção” do posto, a função de Cônsul-Geral é “bem mais atrativa” e Carlos Gonçalves espera que o diplomata que for nomeado, tenha “uma fibra comercial” porque “naquela cidade há potencialidades enormes que interessam Portugal”.
O Consulado-Geral de Portugal em Toulouse passa a ser efetivo a partir de amanhã, dia 2 de setembro, mas ainda não foi nomeado o Cônsul-Geral. Há alguns anos que o Vice-Consulado está sem Vice-Cônsul.
Para Carlos Gonçalves, este é também “um sinal forte” que Portugal envia à Câmara municipal de Toulouse. “O facto de Portugal ter um Consulado-Geral em Toulouse, é importante para o município, claro, que vai olhar para Portugal com outros olhos” diz.
O Deputado na Assembleia da República considera ainda que a Comunidade portuguesa continua numa “mutação constante” e hoje tem uma repartição bem mais homogénea em França. “Não é como há uns anos em que a Comunidade estava concentrada essencialmente na região de Paris, e no Val de Marne em particular, o que justificou, na altura, a abertura do Consulado em Nogent-sur-Marne”, entretanto encerrado.






