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Encontro de Verão: Luís Montenegro prometeu mais apoio às estruturas do PSD no estrangeiro

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Política

 

O primeiro Encontro de Verão das Comunidades Portuguesas da “era” Luís Montenegro teve lugar esta quinta-feira, dia 18 de agosto, no auditório da Escola Profissional de Ourém, na presença do Presidente do PSD, Luís Montenegro, mas também do Vice-Presidente, Paulo Rangel e do Secretário-Geral, Hugo Soares.

“Não é vulgar, nas reuniões partidárias que temos um pouco pelo país, estarmos os três juntos. Este é quase um caso único, mas eles fizeram questão de me acompanhar para podermos reforçar ainda mais, de forma simbólica, o apreço que temos e a necessidade que temos também da vossa ajuda para cumprirmos os nossos objetivos” disse Luís Montenegro no início de um discurso de quase meia hora.

Antes dele tinha falado o antigo Deputado e antigo Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário – que assume agora, novamente, as funções de Coordenador do Secretariado Nacional do PSD para as Comunidades -, o também antigo Deputado e também antigo Secretário de Estado das Comunidades Carlos Gonçalves e o Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque. Estavam também presentes, o Deputado e Presidente da Assembleia Municipal de Ourém João Moura, a Deputada Isaura Morais e do Presidente da Concelhia do PSD de Ourém.

 

PSD perdeu importância nas Comunidades

Sem nunca o referir explicitamente, Luís Montenegro considerou que, na presidência de Rui Rio, o PSD reduziu a ligação que tinha com as estruturas do Partido nas Comunidades. “Foi com alguma estupefação e perplexidade que verifiquei, nos últimos anos, que nós estávamos a perder uma importância que eu me tinha habituado a ver sempre num patamar muitíssimo elevado” disse no seu discurso. “Não estou aqui a fazer análise, nem a desvalorizar ninguém. Estou só a dar conta daquilo que foi também o meu sentimento. Eu não estava à espera que isto acontecesse”.

Luís Montenegro lembrou que é “conterrâneo” de Manuela Aguiar e “desde pequenino praticamente eu fui acompanhando muito daquilo que ela fazia enquanto porta-estandarte da visão que o PSD tinha para as Comunidades”. Mas lembrou que, enquanto Deputado, “acompanhei de perto tudo aquilo que nós fazíamos com os nossos Deputados dos círculos eleitorais chamados da emigração, acompanhei aquilo que os nossos Governos, quando passámos pelo Governo, fizeram, com todas as grandes evoluções, as grandes transformações positivas, que estão associadas a Governos do PSD”.

“Eu só estou a fazer esta introdução para que tenham consciência que nós estamos conscientes do trabalho que temos para frente” afirmou o Presidente do PSD frente a uma plateia com representantes das estruturas do PSD da Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América, Macau, Bélgica, Luxemburgo, Suíça e Espanha. De França estavam representantes das Secções do PSD de Paris, Lyon e Strasbourg.

“Nós vamos empenhar-nos muito na recuperação da nossa ligação com todos os eleitores portugueses, tentar ir ao vosso encontro, aquilo que, do meu ponto de vista, tem sido uma falta de ligação e de afinidade, que se tem traduzido em alguns desaires eleitorais”.

 

“Recuperar a intimidade com as pessoas”

Lembrando que não se sabe ao certo quantos Portugueses residem fora de Portugal, mas assumindo que possam ser mais de 5 milhões, Luís Montenegro pediu apoio aos militantes das Comunidades para o ajudarem a conquistar politicamente o país. “Eu sei que vocês têm uma forte ligação cá. Vocês saíram de cá, direta ou indiretamente, uns saíram de cá, outros nasceram lá, mas têm alguma raiz aqui. Eu queria começar por vos pedir ajuda no trabalho que nós temos de fazer aqui. Pedir ajuda naquilo que sejam os vossos contactos, a vossa interação com as comunidades locais, com as comunidades de onde saíram, com as comunidades onde têm familiares e amigos, porque nós somos todos o universo da portugalidade, nós estamos todos no mesmo país. Eu não gosto de falar para as Comunidades a pensar só que vocês estão lá, porque eu também sei que vocês têm uma forte ligação aqui, e não querem perder esta ligação, e nós não queremos que vocês a percam”.

Luís Montenegro quer “recuperar a intimidade com as pessoas” e explica que o PSD “é um partido popular, um partido que queremos que seja de alegria, de convívio, de companheirismo, um partido de contacto, de partilha, de proximidade. O PSD é um projeto social-democrata e existe para as pessoas, a pensar nas pessoas, com as pessoas e essa é logo a base daquilo que nós queremos fazer”.

 

Mais apoio às estruturas nas Comunidades

Destacando por várias vezes que “a dinâmica em relação às estruturas partidárias não tem sido a melhor nos últimos anos”, o Presidente do PSD prometeu mais apoio e uma reorganização do Partido. “Nós sabemos que vocês precisam de mais apoio da nossa base, nós sabemos que o Secretário-Geral não deve ser tão burocrático, que não seja tão difícil inscrever pessoas, que não seja tão difícil pagar cotas, que deve haver mais transparência e fluidez na relação entre os militantes e a sede nacional” afirma Luís Montenegro. “Temos que fazer alguma coisa por isso, não tenham dúvidas sobre isso, temos que reorganizar o Partido, no território nacional, mas também em relação às estruturas nas Comunidades”.

Afirmando que o PSD é, atualmente, “um partido coeso, unido, em que estamos todos congregados no mesmo propósito”, Luís Montenegro quer que as Comunidades “possam também absorver esta nossa dinâmica, esta nossa forma de estar” e destacou os “exímios representantes” do Partido que vão assegurar a ligação com as Comunidades: José Cesário e Carlos Gonçalves.

 

Portugal tem estado em ciclo de empobrecimento

Luís Montenegro considera que Portugal tem estado num ciclo de empobrecimento e acusou os Governos socialistas de “imobilismo, um deixa-andar, um empurrar para a frente, um desrespeito e desresponsabilização, em que nada é culpa do Governo, em que as pessoas não têm acesso àquilo que é mais essencial: a saúde e a educação”.

Por isso, lembrou as duas linhas da ação do PSD: ser oposição e ser alternativa.

“Ser oposição é não dar descanso ao Governo, no bom sentido do termo. Não é nenhum fetiche, é mesmo a nossa obrigação, a nossa missão. Nós temos a obrigação, perante os eleitores, de representar aqueles que precisam de escrutinar a ação do Governo” e afirmou que tal também tem de ser feito na área das Comunidades, “sobre a falta de apoio consular, a falta do acompanhamento desse potencial de riqueza humana, da valorização da língua, da valorização do ensino, da interação nas oportunidades empresariais, económicas… é preciso exigir isso ao Governo”. A acrescentou: “como é que o Partido Socialista teve tantos votos nos círculos da emigração, se não tem trabalho para apresentar? É mais uma daquelas contradições que nós temos de resolver”.

 

Comunidades são “grande potencial”

No discurso perante os representantes das Secções do PSD no estrangeiro, Luís Montenegro disse saber que as Comunidades representam um grande “potencial” para o Partido e para o país.

“Um potencial que nós trabalharemos politicamente, mas que queremos pôr ao serviço da Comunidade, ao serviço da preservação da nossa língua, da preservação da nossa cultura, ao serviço do aproveitamento económico. Nós temos uma frente avançada, espalhada precisamente em todas as geografias, para podermos ajudar as nossas empresas, as nossas instituições, a chegar a locais, a mercados, que estariam, à partida, mais dificultados. Como também um potencial em sentido contrário, para podermos aproveitar toda a capacidade que os nossos emigrantes adquiriram e adquirem nos locais onde se encontram, para poderem investir parte dos seus rendimentos, parte do seu conhecimento, parte do seu talento, no nosso país”.

 

Carlos Pereira com Mário Cantarinha

 

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