O Festival de Avignon, em França, dá hoje início à sua 80ª edição, sob a “bandeira das questões”, num evento que decorre até 25 de julho com o coreano como língua convidada. “Numa era assombrada por más respostas, às vezes excessivamente simplistas e demasiado eficazes a dividir ainda mais uma já profundamente polarizada sociedade, é mais preciso do que nunca reunirmo-nos e cultivar um amor pelas questões e uma apreciação da beleza da dúvida”, escreveu, no editorial do festival, o Diretor, Tiago Rodrigues.
Assim, para manter “o debate aceso em Avignon”, o festival oferece um programa “composto por uma pluralidade de vozes artísticas, refletindo uma diversidade de perspetivas ao mesmo tempo que defende o respeito absoluto pela liberdade de expressão e criação”.
De acordo com informação do festival, são 27 as mulheres líderes de projeto na programação, face a 16 homens e seis coletivos.
O programa inclui 47 espetáculos, 40% dos quais em estreia mundial, duas exposições, 80 debates e mais de 300 eventos.
Sem portugueses no programa, o festival recebe a “Trilogia Cadela Força”, da brasileira Carolina Bianchi.
O destaque de hoje é “Maldoror”, de Julien Gosselin, que põe em diálogo a escrita do chileno Roberto Bolaño e do francês Lautréamont, para questionar “qual o segredo do mal?”.
Isabelle Huppert, Benjamin Clementine, Lee Jaram, Tiphaine Raffier, Katerina Andreou, Marion Siéfert são outros nomes para a edição deste ano do Festival de Avignon.







